segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Banco Inco

"Em virtude da existência de poucos bancos que pudessem atender a expansão desenvolvimentista de Santa Catarina, Irineu Bornhausen, Otto Renaux, Genésio Miranda Lins, Bonifácio Schimitt, Antônio Ramos, Francisco Almeida c Augusto Voigt deliberaram fundar uma organização bancária, que foi construída através da Assembléia Geral realizada em 23/02/1935, nascendo assim o Banco da Indústria e Comércio de Santa Catarina S/A - INCO.

Inicialmente, em face da embrionária criação, foi o Banco Inco instalado no prédio ainda existente, localizado na esquina da Rua Hercílio Luz com a XV de novembro, de propriedade de Algusto Voigt.

Com o passar dos anos e em função do enorme crescimento da rede bancária do INCO, sua diretoria viu-se na contingência de efetuar a construção de um prédio que seria utilizado para o bom atendimento à sua extensa clientela e onde também passaria a funcionar a Direção Geral.

Assim é que, na década de 1950, foi iniciada e concluída a construção de um edifício composto de quatro pavimentos, situado à Rua Hercílio Luz esquina com a Felipe Schmidt, que passou a ser ocupada pela agência local, almoxarifado central e Direção Geral.

O edifício do Banco Inco naquela época, representava verdadeiro cartão postal da cidade, com suas linhas arquitetônicas arrojadas, sendo motivo de orgulho para toda a população.A construção do Edifício Banco Inco, foi confiada à firma Francisco Evaristo Canziani & Cia. Ltda.

Poucos são os itajaienses que, de forma direta ou indiretamente, não tenham sido funcionários do Banco Inco, que acima de tudo proporcionou a sua população benefícios de toda sorte."

Texto: Valdir João Silva (Advogado e ex-funcionário do Banco Inco. Foi presidente da UESI - União dos Estudantes Secundários de Itajaí. Participou do movimento em prol da construção das Faculdades de Itajaí); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:


Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Bangalô

"A peculiar caracterização do bangalô é a disposição de seu telhado, construído com quatro águas: duas menores e duas maiores. As duas menores em geral ficam na frente e nos fundos; enquanto as águas maiores descem para os lados. Esta disposição das águas do telhado exige seu esquadrejamento em quadrados.

O bangalô foi provavelmente introduzido em Itajaí no século XIX, como maneira moderna de construção das casas de moradia.

O bangalô, como se sabe, é originário da Índia, onde identificava a casa de campo, baixa, de um andar só, geralmente com grande varanda coberta. Foram os ingleses que o trouxeram para o Ocidente, anglicizando a denominação indiana para "bungalow".

Os bangalôs foram construídos em Itajaí por toda a cidade. Eram construções de alvenaria ou de madeira, com ou sem varandas. A opção pelo material da construção dependia do nível econômico do proprietário, pois sendo a madeira muito abundante e mais barata, até nas primeiras décadas deste século na cidade, era a preferida daqueles que não dispunham de grandes recursos financeiros.

A ilustração a que se refere este texto retrata um bangalô de madeira, casa térrea da Vila Operária, no começo da década de 1950, para residência de classe média. As madeiras utilizadas na construção civil eram a canela ou a peroba, mas se construía também com pinho."

Texto:Professor Edson D'Avila; Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:


Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Bar Dinamarca

"A casa foi construída ao final da década de 70 do século passado, na rua Pedro Ferreira, esquina com a rua Dr. José Bonifácio Malburg, onde está o Edifício Genésio Miranda Lins, por José Pereira Liberato, comerciante, presidente da Câmara Municipal e chefe político liberal ao tempo do Império.

Na pintura de Hugo Galgan, "Vista de Itajahy", de 1884, aparece a construção de linhas arquitetônicas simples, segundo estilo luso-brasileiro muito comum no século XIX.

A edificação feita sobre a rua lateral, sem recuo, ensejou memorável pendência judicial entre o proprietário liberal e a Câmara conservadora, de que resultaria a extinção da Comarca de Itajaí em 1880, como retaliação do governo liberal da Província de Santa Catarina à municipalidade que lhe era adversária.

A fachada principal apresentava cincojanelas de vergas retas, com vidraças e bandeiras também de vidro;e a porta principal entre a terceira e quarta janela. As janelas e esta porta eram encimadas por cimalhas de massa, bem como a base do pequeno beiral. A construção tinha cobertura em duas águas, com telhas de barro, tipo capa e canal.

Após a morte de José Pereira Liberato em 1885, herdou o imóvel seu filho Emanoel Pereira Liberato, destacado republicano e federalista. Em 1887, na sala de visita, foi fundado o "Club Republicano Federalista de Itajahy", de que foi primeiro presidente o próprio Emanoel.

Durante os dramáticos eventos da Revolução Federalista de 1893, na casa tiveram lugar importantes acontecimentos de que participaram os chefes federalistas locais e o General Gumercindo Saraiva, comandante do exército maragato.

A viúva de Emanoel Pereira Liberato, depois, desfez-se da propriedade que, em 1938, passou a ser a primeira sede do Posto de Saúde até 1947. Já era então proprietário o ex-prefeito Francisco de Almeida.

Em 1951, ali se instalou a brasileira, mas dinamarquesa por adoção, Marta D. Kristensen, com o "bar Dinamarca". O local se tornou referência obrigatória dos boêmios da cidade e ponto de encontro de marujos de todas as partes do mundo. A decoração tipicamente marítima do bar, o bom gosto da proprietária, o ar de liberação e a peculiaridade dos frequentadores compunham o cenário marcante do caráter portuário e internacionalista de Itajaí.

Com a demolição do prédio no fim dos anos de 1970, para dar lugar ao espigão de gosto duvidoso, desaparecia do espaço urbano o mais afamado recanto da boemia itajaiense."

Texto: Edison D'Ávila (Itajaiense, museólogo, historiador, professor da UNIVALI e diretor do Museu e Arquivo Histórico de Itajaí/Fundação Genésio Miranda Lins, sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica e membro do Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina); Ilustração:Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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