segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores

"A primeira associação de trabalhadores portuários de Itajaí foi a "Sociedade Beneficente 15 de Novembro", fundada em 1906. Com o passar dos anos, deveres e direitos dos trabalhadores de terra (terrestreiros) e de bordo (estivadores) diferenciaram seus anseios.

Por isso, em 5 de março de 1922 os trabalhadores de bordo fundaram a "União Beneficente dos Estivadores de Itajaí" denominação depois alterada para Sociedade Beneficente dos Estivadores de Itajaí", sucedida pelo atual sindicato.

Além da defesa dos interesses trabalhistas dos estivadores, a Sociedade logo sentiu necessidade de fundar também uma Caixa Beneficente, como associação de auxílio mútuo, visto inexistir então qualquer entidade governamental que garantisse a previdência social dos trabalhadores do porto.

A Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores de Itajaí assumiu esta responsabilidade, edificou sede própria na segunda metade da década de 1920 e, no final dos anos 30, construiu a "Vila dos Estivadores", na rua Pereira Neto, com casas de madeira sorteadas entre seus associados.

Quanto ao prédio da Caixa, era um sobrado de alvenaria, coberto de telhas francesas, com portas e janelas retas. A fachada tinha no primeiro andar, ladeada por janelas, uma porta que dava para a sacada de ferro batido. Neste andar ficava o grande salão de assembléias, enquanto no andar térreo ficavam as salas administrativas, depósito e dependências do zelador.

Em 1946, numa polêmica decisão da assembléia de associados, a sede própria foi vendida à firma Samarco, demolindo-se o belo edifício da avenida Eugênio Müller."

Texto: Dr. Rosni Ferreira (Professor da UNIVALI de Direito do Trabalho e Previdência Social. Procurador Geral do Município de Itajaí. Autor de diversas obras sobre Previdência Social); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Capelinha de Cabeçudas

"A praia das pedras Cabeçudas ou simplesmente Cabeçudas, como é hoje conhecido o pitoresco local, amplexa, às fraldas do lado Sul, como que a acarinhar sua mais querida filha, a Capela de Sant' Ana hoje conhecida como Capela de Santa Terezinha.

Ao amanhecer do corrente século, o industrial e comerciante de Brusque, João Bauer, após patrocinar a abertura da estrada que liga Cabeçudas a Itajaí, ali construiu sua moradia de verão, no que foi seguido por outras famílias de Brusque, Blumenau e Itajaí, entre elas Currlin, Fontes, Pfeilsticker, Miranda, Heusi, Malburg, Buttner, Schauffert, Silva, Renaux, Voigt, Borba, Bornhausen e Zwolfer.

Na década de 1920, três senhoras itajaienses, Dona Ana Fontes, Dona Ana Reis e Dona Ana Werner, encabeçaram um movimento para a construção de uma capela a ser dedicada a Santa Ana, padroeira de seus próprios nomes.

Doado o terreno por Dona Ana Fontes, a capelinha foi construída em alvenaria, com um pequeno campanário a encimá-la e um belo altar entalhado em madeira onde estavam entronizadas as imagens de Sant'Ana, de Nossa Senhora da Conceição e do Bom Jesus dos Navegantes, adquiridas na tradicional casa Sucena, do Rio de Janeiro.

Nos anos 50, Irineu e Marieta Bornhausen, adquiriram na França, uma pequena imagem de Santa Terezinha do Menino Jesus, que foi então entronizada na pequena Capela de Cabeçudas.

Com o passar do tempo, Santa Terezinha passou a ser tomada como a santa da Capela, ficando Sant'Ana esquecida. Após o Concílio Vaticano II, mudada a liturgia, o antigo e artístico altar foi desmontado e as três primitivas imagens retiradas do local. Uma reforma aumentou para os fundos a área da sua capela-mor e a primitiva sacristia, anexada ao lado direito, foi demolida, cedendo lugar à nova, do lado esquerdo.

Cm 1968, a Capela de Santa Terezinha passou à égide da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, da Fazenda, desligando-se da Paróquia do Santíssimo Sacramento, de ltajaí.

Hoje, após outras reformas, a Capela de Cabeçudas se constitui em monumento histórico sacro do bairro sendo muito requisitada para casamentos e outras atividades religiosas além de ser também destacada atração turística. "

Texto: Eugênio Schauffert Neto (Nasceu em Cabeçudas, Itajaí, em 1 °/08/44. Graduou-se em Engenharia Industrial pela UFSC em 1968 e, em Macroeconomia, pelo CEPAL/ILPES, em 1970. Foi professor universitário de engenharia e comércio exterior e diretor de exportação de várias empresas da região. Após trabalhar em mais de vínte países, reside em Cabeçudas e é acadêmico do nono período de Direito, na UNIVALI); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Casa Agostinho Alves Ramos

"Ao construir sua casa, o homem pensa primeiro nas suas necessidades; as que venham garantir-lhe proteção e sobrevivência. Ao construí-la, mantém-se fiel a elementos que não o afastem da sua cultura. A arquitetura oferece esta possibilidade.

Por volta de 1822, chegou a Itajaí procedente da ilha do Desterro, Agostinho Alves Ramos com sua mulher. De origem portuguesa, Agostinho Alves Ramos muito contribuiu para a construção da nossa cidade.

Adqüiriu terras de José Coelho da Rocha, onde em 1823 edificou sua casa. Obra de incomparável valor histórico, uma das poucas casas que exemplificam a arquitetura do período colonial em nosso município. Ela não é rica em trabalhos arquitetônicos, mas seu valor histórico ultrapassa qualquer outra obra existente em Itajaí.

Situada na Rua Lauro Muller, ladeada à direita pela residência de Félix Busso Asseburg, e à esquerda, na esquina com a Praça Vidal Ramos, uma casa baixa onde se instalou uma Farmácia - Farmácia Santa Terezinha. Era uma casa com dois pavimentos, a única então construída de pedra, tijolo e cal. As paredes internas eram de taipa (pau a pique), amarradas com ripas e revestidas de barreado; uma das quatro casas assim edificadas neste período em nossa cidade.

Hoje, da casa sobra apenas a parte térrea, demolida que foi a área do sobrado nos anos de 1920. Encontra-se sem nenhum atendimento de preservação, como muitas das obras que contam a história da cidade. Das cinco portas térreas, só três continuam abertas ao público. Duas delas funcionam como salão de cabelereiros; a outra, um bar.

Pedaço da memória itajaiense do século passado que ainda assim permanecerá na memória da minha geração, na dos meus filhos e em quantas mais o Poder Público desejar empenhar-se em garantir."

Texto: Márcia D'Ávila (Itajaiense, artista plástica, professora da UNIVALI, funcionária do Museu Histórico de Itajaí, ex-Presidente da Associação dos Artistas Plásticos de Itajaí); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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