segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Casa Konder

Em 1897, Marcos Konder não viveu a alegria de inaugurar a casa que fizera construir para residência sua e da família, no lado esquerdo da Rua da Praia, hoje Lauro Muller, em local quase defronte ao prédio onde residia e mantinha sua firma de importação e exportação. Naquele mesmo ano, faleceu no porto de Hamburgo ao fim de penosa viagem que fazia em busca de saúde.

A casa foi, de fato, inaugurada, quando seu corpo embalsamado, voltou a Itajaí para ganhar sepultura.

A casa Konder, que hoje acolhe parte das instalações da Caixa Econômica Federal, era, para a época, um prédio majestoso de dois pavimentos, construído em estilo das casas senhoriais do Vale do Reno, aonde nascera o seu dono na aldeia de Schweich, situada à margem de um dos seus tributários, o Mozel.

Para a época, a Casa Konder era monumental: à frente, uma grande porta ladeada por duas grandes janelas a cada lado - aberturas dos dois grandes salões de recepção, separados pelo vestíbulo. Em seguida, a esquerda, o escritório, uma ampla sala de refeição abrindo-se para uma grande varanda. À direita dois quartos.

No pavimento superior, cinco amplos dormitórios. No prolongamento da varanda uma construção mais simples acolhendo a cozinha, um grande banheiro e demais compartimentos de serviço.

As fachadas frontal e lateral ostentavam nichos com estátuas, sendo que a primeira possuía no pavimento superior uma bela sacada de estrutura metálica.

Essa casa, construída pelo mestre de obras Roenick, foi reformada e ampliada em 1929 pelo arquiteto Kaulich.

Nela residiam Adelaide Konder e seus filhos, sendo que suas filhas Evelina, casada com Alois Fleischmann, Adelaide, esposa de Afonso Homem de Carvalho, Elisabete esposa dc Oswaldo dos Reis e Marieta esposa de Irineu Bornhausen, após constituírem família, residiram, com seus maridos e filhos, na velha Casa Konder. Muitos dos netos do velho Marcos Konder nela nasceram.

Primeiro pintada de marrom claro, depois de rosa, a Casa Konder é uma das grandes testemunhas, ainda que estática, das glórias, alegrias e lágrimas da comunidade itajaiense.

Lindinalva Deóla empresta o brilho de sua arte para fazê-la ainda mais nossa.

Texto: Antônio Carlos Konder Reis (Itajaiense, bacharel em Direito e Museologia, Deputado Estadual, Deputado Federal, Governador do Estado, Senador); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Casa Lauro Müller

"Remanescente das primeiras edificações que deram à nossa Itajaí ares de vila, o prédio de um pavimento, frente ampla, telhado de duas águas, janelas e portas dando para a antiga rua da praia, hoje Lauro Müller, era desativado, de risco singelo e sem quaisquer preocupações com estilo. Mais para comprida do que larga, a Casa Lauro Müller foi, tudo indica, residência da família de Pedro Müller, imigrante alemão que, participante nos meados do século XIX, transferiu-se para a freguesia do Santíssimo Sacramento de ltajaí.

Lauro, ainda quase adolescente, foi tentar a vida na Capital do Império, Rio de Janeiro. No último quartel do século passado, a casa foi vendida a Marcos Konder. Nela ele acomodou a esposa, Adelaide Flores, e os nove filhos que foram nascendo. Uma parte da edificação era utilizada como casa de negócios e escritório do velho Konder. A outra parte acolhia a família. Ao fundo havia uma vasto quintal que fazia limites com a atual rua XV de novembro. Ao lado dessa casa existia uma outra de características semelhantes onde Dona Amélia Müller dos Reis irmã de Lauro residia e mantinha uma escola da qual era a única mestra. Nessa escola estudou Adelaide Konder quando menina.

À época, a velha praça da matriz de Nossa Senhora da Conceição - hoje Vidal Ramos, acolhia o coração da localidade. Quem, à época, se postasse diante da capela de costas para o rio teria a visão de quatro esquinas. À esquerda, mais próxima, aquela ocupada pelos Asseburg que incluía o prédio que depois foi da família Currlin. Mais à frente, as edificações da família Bauer, à direita, beirando o rio, os Malburg e, acima, a propriedade do Major José Henrique Flores, sogro de Marcos Konder. A casa Lauro Müller permaneceu até quase a metade deste século como escritório da firma Konder e, da Usina de Açúcar Adelaide que a sucedeu.

Nela nasceu Lauro Severiano Müller que, seguindo a carreira das armas depois ingressou na atividade política tendo alcançado os altos postos de Deputado Constituinte, Governador (três vezes eleito), Senador, Ministro da Viação e Obras Públicas e Ministro das Relações Exteriores. Foi ainda, membro da Academia Brasileira de Letras. Nela também nasceram os irmãos Konder. Arno que chegou a Ministro Conselheiro da Embaixada Brasileira em Washington, Marcos, Vereador, Prefeito de Itajaí, Deputado Estadual e Deputado Federal eleito, Adolpho, Secretário de Estado, Deputado Federal, Governador, Senador e Constituinte em 1934, Victor, Vereador em Blumenau, Secretário da. Fazenda, Deputado Federal e Ministro da Viação e Obras Públicas do Governo Washington Luiz. E ainda, suas irmãs Evelina, Adelaide, Maria, Elisabeth e Marieta.

O traço de Lindinalva. Deóla perpetua a velha Casa Lauro Müller, fazendo-a capaz de ser vista, admirada e querida por futuras gerações."

Texto: Dr. Antônio Carlos Konder Reis; Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Casa Popular da Vila Operária

"O bairro da Vila Operária deve sua fundação à Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada Construtora Catarinense, uma sociedade cooperativa habitacional fundada a 29 de setembro de 1924. O idealizador desta cooperativa foi o empresário e político itajaiense José Eugênio Müller (1889/1963), cuja sensibilidade para o social o fez, depois, líder da Revolução de 30 no Vale do ltajaí.

Dois tipos de moradias eram construídas pela Construtora Catarinense: casas de alvenaria, edificadas segundo plantas da escolha dos adquirentes, em geral pessoas de melhores rendas, e casas de madeira, construídas todas de acordo com um modelo padrão.

Estas casas eram as do tipo popular, adquiridas pelos operários mediante o pagamento de prestações mensais que variavam de 12 a 1 8 mil réis.

A distribuição das casas populares segundo o plano urbanístico da Vila Operária, foi feita ao longo das ruas Alberto Werner, Carlos Seára, Alfredo Tromposwski e João Gaya. Na avenida central, hoje Avenida José Eugênio Muller, foram construídas as residências de melhor padrão.

As casas populares de madeira, conhecidas como "casas de oitão", eram construções de duas janelas na frente e portas laterais; telheiros em duas águas, caindo forte para frente a menor, enquanto a maior descia suave para trás. Ao lado em apêndice, ficava a cozinha, onde havia outra janela e uma porta. As divisões internas obedeciam quase sempre ao seguinte esquema: sala de visitas na frente e quartos de dormir. Não havia compartimentos para banhos, nem sanitários no corpo da construção, os banhos eram tomados num dos quartos ou na cozinha e os sanitários ficavam numa pequena construção, no fundo do quintal, a "casinha"."

Texto: Professor Edison d'Avila; Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

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