sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fábrica de Tecidos Carlos Renaux

Situada na Praça da Bíblia, esquina Rua Silva com Rua José Eugênio Müller, construída em estilo germânico, prédio que carrega em suas paredes a força empreendedora de José Eugênio Muller empresário e político itajaiense fundador e responsável pela Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada Construtora Catarinense, idealizadora do Bairro Vila Operária, que tinha corno principal objetivo a construção de casas populares para operários e no setor norte a viabilização de um distrito industrial.

É justamente neste setor norte que é construída por Azevedo, Petermann & Cia urna fábrica de tecidos na década de 20, que mais tarde será comprada pelos Renaux de Brusque, onde receberá o nome com que ficou conhecida até hoje, Fábrica de Tecidos Renaux.

Como o ramo fabril se desenvolveu muito no Vale do ltajaí, a fábrica de nossa cidade também começou a ser reconhecida pela matriz, visto Carlos Renaux ter, inclusive, se pronunciado sobre ltajaí em 1937 afirmando ser "ltajaí uma cidade de futuro brilhante e de grandes reservas de pessoal" .

Na década de 30, a Fábrica Renaux de ltajaí foi responsável pela instalação da fiação de efeito técnica revolucionária para a tecelagem em Santa Catarina.

Curiosamente mesmo a fábrica tendo uma média de 88 funcionários, ainda se acreditava ser arriscado investir muito na filial de Itajaí devido aos operários serem pouco afeitos ao trabalho fabril, preferindo a irregularidade do serviço do porto, comentário feito por Valério Walendowsky (um dos gerentes do Grupo Renaux).

Obviamente que tal comentário reforça as tradições sobre o povo itajaiense, e o mais brilhante é que todo este imaginário está ligado à força produtiva da Fábrica Renaux e de seus funcionários que não esmoreceram em um momento de crise e fizeram da sua atividade fabril a construção pela respeitabilidade de todo um povo.

Atualmente as instalações da antiga Fábrica de Tecidos Renaux abrigam algumas entidades como a Associação dos Ex-Combatentes e da Força Expedicionária Brasileira, estando o prédio em situação precária, necessitando de reforma urgente, onde por várias ocasiões, já se reivindicou a transformação do local em espaço cultural e mais recentemente para se instalar o Teatro Municipal de ltajaí, aproveitando a acústica, fazendo restauração interna e externa.

Texto: Professor Lourival Andrade; Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Farmácia Brasil

Farmácia Brasil, ali, na Rua Lauro Muller defronte ao Hotel Brasil, hoje Hotel Rota do Mar, foi inaugurada em 2 de abril de 1910. Seu proprietário foi o farmacêutico Heitor Liberato nascido a 15 de julho de 1886. Falecido em 8 de julho de 1964.

Casado com sua prima Cecília Elvira Liberato, teve dois filhos: Afonso Celso Liberato (médico, já falecido, casado com Dra. Jenny Coelho) e Afonsina Liberato Heusi, casada com Arnaldo Heusi. Teve seis netos.

Heitor Liberato, também foi político. Grande inteligência e caráter íntegro. Um líder. Fez parte do Diretório Municipal. Quando se abriu vaga no Conselho, Heitor Liberato foi indicado para ocupá-la.

Alcançou na urna, um sufrágio, que pôs em evidência seu elevado conceito, como emérito cidadão. Era árbitro nas decisões do partido. Havia uma fidelidade total e respeito de seus companheiros. Foi muito querido, como farmacêutico. Parecia ter dons divinos, no exercício de sua profissão.

A Farmácia Brasil não era apenas uma bonita construção de tijolos e cimento. Na sala da frente, espaçosa e luxuosa, com os seus vistosos jarrões de porcelana. Com seus armários de madeira, ao longo das paredes, onde se alinhavam medicamentos nacionais e estrangeiros.

Em outra dependência recipientes de louça, vidros e cristal. Balanças de alta precisão. Copos. Frascos. Tudo destinado à higiene e perfeição de trabalho.

Os médicos da época, ali eram cncontrados diariamente. A farmácia atendia nas vinte e quatro horas. No entanto, na Farmácia Brasil havia muito mais do que o conforto material. Havia Heitor Liberato, com sua imagem austera e simpática, sentado,junto a uma escrivaninha, acolhendo as pessoas. Na doação constante de seu tempo. Com bondade evangélica. Vivendo como cristão. O preceito tão humano e ideal, "ama teu próximo como a ti mesmo ..."

Trazia na alma, a sabedoria de um iluminado. Possuía segredos maravilhosos, quase mágicos, que usava na manipulação de suas poções e ungüentos, a que se dedicava num ritual. No preparo dos receituários, eram usados só produtos importados.

Aos pobres, aflitos, com males físicos, socorria sem remuneração. Iam à farmácia. como quem vai ao encontro de uma aurora.

Hoje, a Casa ainda resiste ao tempo mas, a farmácia, há muito deixou de atender aos clientes que diretamente para ali se dirigiam em busca daquele atendimcnto que só o "Seu Heitor" sabia oferecer. Ontem Farmácia Brasil foi uma benção para a cidade - Hoje é uma legenda de saudade.

Texto: Luci Ferreira (Nascida em São Luiz do Maranhão, artista plástica, poetisa, foi casada com o médico Dr. Ivo Stein Ferreira); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva.

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Ginásio Itajaí

"Corria o ano de 1947. O Sr. Genésio Miranda Lins, Diretor-Superintendente do Banco Inco S/A, já havia se dirigido a São Paulo e ao Rio Grande do Sul, a fim de ver se conseguia alguma Congregação Religiosa que viesse fundar e manter um Ginásio em Itajaí. Todos os esforços foram inúteis, o que levou o Sr. Genésio a fundar uma associação que tomasse tal iniciativa. Constituíram o Ginásio Itajaí S/A, que passaria a ser a mantenedora do Ginásio Itajaí.

A questão agora, era procurar quem pudesse organizar esse Educandário e dirigí-lo. Foi diretamente a Curitiba procurar orientação do Prof. Dr. Luiz Aníbal Calderari, proprietário de colégios no Paraná. Ele indicou o Prof. Moacyr Morisco, que era seu funcionário e igualmente, professor de seu Colégio. Este Professor aceitou, e no dia 13 de março de 1948, chegou a Itajaí e já se pôs a trabalhar, iniciando a confecção do Processo de Criação e Instalação do Ginásio, no que foi grandemente auxiliado pelo Prof. Ary Mascarenhas Passos.

Na segunda quinzena de março de 1948, foram as atividades do Educandário iniciados na esquina da Rua Felipe Schmidt. A Mantenedora: Ginásio Itajaí S/A estava constituída por sócios, em número prescrito por lei, dos quais apenas 4 (quatro) mantinham relações diretas com a Direção do Ginásio, eram eles: Genésio Miranda Lins, Presidente; Grico Schaeffer, Diretor/Tesoureiro; Nestor Schieiler, Diretor/Social; Raul Seára, Diretor/Comercial.

Para se constituir o Corpo Docente foram convidados homens de formação universitária. Foram eles: Dr. Abílio Ramos, Dr. Félix Malburg, Dr. Lobo Farias, Dr. Osmar de Souza Nunes, Dr. Delfim de Pádua Peixoto e os especialistas: Alfredo Silva, Maria Seára, Capitão Balthar e as funcionárias: Zelândia Romano, Ascendina, Rita. Quem muito colaborou foi o Prof. Antônio de Cunha Júnior. Foi designado para inspetor o Sr. Arquelau Lopes Filho, Gerente da Alfândega.

O ginásio foi autorizado a funcionar por Portaria do Ministério da Educação e Saúde, bem como aprovada a investidura, pela Divisão do Ensino Secundário, do Prof. Morisco como Diretor.

Em janeiro de 1956, assumiram o Ginásio os Padres Salesianos, sob a Direção do ínclito e santo sacerdote Padre Pedro Baron. Este Padre e o Sr. Genésio merecem eterno respeito e gratidão, pelo que fizeram pelo Ensino em Itajaí."

Texto: Moacir Társia Morisco (Professor e Fundador da Escola Técnica de Comércio de Itajaí); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

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Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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