sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Grupo Escolar Victor Meirelles

"Em 1911, foi criado, em Santa Catarina, um novo tipo de escola, já então existente no Estado de São Paulo: O Grupo Escolar, cujo prédio, dividido em "Secção Masculina" e "Secção Feminina", congregava diversas classes de alunos, cada qual com o seu professor responsável, sob a supervisão de um diretor.

Esse tipo de escola vinha substituir a tradicional escola primária, onde não havia seriação de ensino, e um mesmo professor, o "Mestre Único", ensinava todos os alunos. As vantagens inovadoras do Grupo Escolar eram intensamente analisadas pelos educadores da época: divisão de trabalho, seriação do ensino, economia de instalações.

Foi sob a égide dessa modernização, no Governo do Cel. Vidal de Oliveira Ramos, que se inaugurou o Grupo Escolar Victor Meirelles, no dia 04 de dezembro de 1913. O mobiliário, como para as demais escolas dessa natureza, veio dos Estados Unidos e de São Paulo. Havia um pequeno gabinete de Física e de Química, um Museu Escolar e um piano para as aulas de canto. Naquela década, pregava-se a reforma do ensino, principalmente com o método intuitivo da Escola Modelo dirigida por Miss Marcia Browne.

E houve, aí, a era da lousa, do caderno de linguagem, de caligrafia, os quadriculados cadernos de matemática, cujos exercícios eram feitos à caneta molhada no tinteiro, sempre protegida pelo famoso mata-borrão.

Nas festas cívicas, no pátio interno, ataviadas de verde-amarelo e das bandeiras que se hasteavam sob a emoção dos uniformes azul e branco, ouviam-se entusiásticas declamações quc interpretavam a sensibilidade dos nossos ecritores!

Mais tarde, ao Grupo Escolar fora anexado o Curso Complementar - dois anos a mais depois do curso primário - onde se estudava alemão, francês, extensos pontos de história, geografia, ciências... desenho artístico!

Daí saíam os professores para as escolas isoladas, e recursos humanos quc assumiam funções na vida de Itajaí. Substituiu o Curso Complementar o Normal Regional, mais especificamente voltado à formação para o magistério. Excelentes serviços sócioeducacionais prestou este Estabelecimento de Ensino na formação de tantas gerações! Itajaí muito lhe deve! Da lousa à Seleta em Prosa e Verso, correspondeu aos propósitos da educação catarinense.

Situado à Rua Hercílio Luz, centro da cidade, hoje abriga a Casa da Cultura Dide Brandão inaugurada em 1982."

Texto: Rosa de Lourdes Vieira Silva (Nascida em Itajaí - Professora de curso primário, ginásio e 2° grau, Administradora do Ensino na Região da AMFRI - Atualmente, professora da UNIVALI. Escritora); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Herbário Barbosa Rodrigues

O imponente prédio localizado à Av. Cel. Marcos Konder, 800, no centro de Itajaí, chama a atenção de qualquer trauseunte, pela sua arquitetura. É uma sociedade não governamental. Reconhecida de utilidade pública: Lei Federal, Estadual e Municipal.

Fundado em 22/06/1942, por Raulino Reitz, estudante de teologia do Seminário Central de São Leopoldo, RS, em seu modesto quarto sem aparatos, com pequena coleção de umas 1.000 plantas e alguns livros especializados em botânica.

Recebe o nome de Herbário "Barbosa Rodrigues", homenagem a João Barbosa Rodrigues, expoente da botânica brasileira, nascido em Minas Gerais, que completava o seu centenário de nascimento. Em 1941, removido para Itajaí, trouxe consigo o Herbário, terminando assim sua peregrinação, com a fixação da sede provisória na Casa Paroquial de Itajaí, à Rua Dr. Pedro Ferreira, n° 67.

Aqui teve a idéia de fundar uma sociedade científica civil com o nome de Herbárío "Barbosa Rodrigues". No dia 28/10/1946, foi instalado oficialmente em Itajaí, escolhidos e empossados os integrantes da Diretoria: Pe. Raulino Reitz, Secretário: Pe. João Reitz, Tesoureiro: Pe. Afonso Reitz. Registrados uns vinte sócios, estes contribuíam e ainda hoje contribuem para a manutenção do Herbário.

Oferecido ao Diretor um terreno localizado à Rua Vasconcelos Drumond, hoje Av. Cel. Marcos Konder, dirigiu-se ao Prefeito Municipal em 14/07/1948, para tratar da doação do mesmo. Recebe oficialmente, no dia 06/02/1950, a doação da área com 1600 m2 da Prefeitura Municipal de Itajaí. Era Prefeito o Sr. Arno Bauer.

Em 1953, mais 480 m2 na gestão do Sr. Paulo Bauer, perfazendo a quadra completa. Em estilo eclético, a construção da sede própria do Herbário, foi iniciada no dia 10/05/1950, pelo Sr. João Martim Backs e concluída em 1954, edificada com dois pavimentos: térreo paca residêncía do conservador e família e superior para as atividades do Herbário.

Alicerçada com vigorosos moldes de pedras, que sobem a uns quarenta centímetros do nível do solo. Paredes internas e externas construídas com tijolos de tamanho avantajado, revestidas com reboco um tanto espêsso. Externamente chapiscadas e junto ao teto, contornados por uma grega em faixas de granito dando-lhes elegante acabamento.

Aberturas internas e externas em formatos retangulares. Vidraças com vidros martelados. No andar superior basculantes e no térreo, protegidas por venezianas. Enfeitada com uma cinta de lascas de granito à vista e rendilhada por faixas de pedras de quartzo rosa, faz a divisão dos dois pavimentos. As aberturas externas são adornadas e emolduradas com as mesmas pedras acima citadas, dando-lhes requintada apresentação e beleza.

À direita, ornamenta a fachada com seu estilo sobranceiro, uma torre cilíndrica totalmente revestida com retalhos de pedras, construída com dois pavimentos. Além das aberturas normais é decorada com pequenas janelas circulares, ligadas entre si e contornadas pclas pedras de quartzo rosa, formando vistosos mosaicos.

Logo abaixo, esculpido o brasão, projetado pelo Diretor. Varanda estilizada com aberturas em arcos góticos antecedem a entrada principal. Escada com degraus em granito e protegida por corrimão, dá acesso ao primeiro andar.

O Herbário contribui no desenvolvimento cultural, científico e tecnológico de Itajaí, Santa Catarina e do Brasil, projetando-os à nivel nacional e internacional. Foram agraciados com o Prêmio Global 500, o Cônego Dr. Raulino Reitz e o abnegado Dr. Roberto Klein."

Texto: Zilda Helena Deschamps Bernardes (Nascida em Barra Negra, casada com Jurandir de Souza Bernardes. Ingressou no magistério em 1953. Diretora concursada do Grupo Escolar Floriano Peixoto. Licenciada em História pela UNIVALI em 1973. Presta serviços no Herbário desde 1971 e atualmente exerce a função de Secretária); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Hospital Santa Beatriz

Na estrada que dá acesso a Cabeçudas, no alto do morro de onde se perlustra uma das mais belas paisagens de Itajaí fora o local escolhido melhor e mais belo não haveria, no dizer do Dr. Menescal do Monte - para a construção do Hospital de Santa Beatriz, nome que homenageava a esposa do então presidente da Província de Santa Catarina, Francisco José da Rocha, cognominado Bacalhau.

A pedra fundamental fora lançada em 1886, quando era situação o Partido Liberal. Assumiu a função de "Mestre de Obras" o arquiteto Guilherme Muller e integravam a Comissão de Construção os chefes conservadores Nicolau Malburg (pai), Guilherme Asseburg e Luís Fortunato Mendes. Este últímo fora o orador, na solenidade de colocação da cumeeira.

Construído com o produto do imposto de 100 réis por dúzia de madeira exportada, o Hospital teve suas obras concluídas graças ao esforço do então Vereador Nicolau Malburg, sendo oficialmente inaugurado no dia 3 de janeiro de 1887.

Em fevereiro de 1917 num vapor do Norte, chegaram de São Paulo quatro irmãs de caridade italianas, contratadas como enfermeiras. Ao desembarque, foram recepcionadas pela Comissão do Hospital.

Neste mesmo ano em 25 de setembro, fora assinado por Caetano Costa, Arthur Costa, Carlos Wendhausen, Paulo Zimmermann e Procópio Gomes, do Congresso Representativo do Estado, o Decreto no 36, que concedia "a quantia necessária, até o máximo de treze contos de réis" para a construção de duas alas de acréscìmo ao edifício do Hospital.

As irmãs de caridade que administravam o Hospital também cuidavam da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, obra que se deveu à Sra. Elizabeth Malburg, e que passou a ser local aonde se faziam romarias em datas especiais celebradas pela Igreja!

Funcionando também como Maternidade, por ser o único nosocômio de Itajaí, integra a memória afetiva de muitas gerações.

Em 1962, ano em que me estabeleci nesta cidade, o Hospital de Santa Beatriz passou a funcionar como Sanatório Tisiológico. E, também assim, inestimáveis serviços prestou aos pacientes que ali se internavam. Foi desativado, quando a tuberculose, não só em Itajaí, mas no Brasil, passou a ser tratada ambulatoriamente.

Foi no Hospital de Santa Beatriz que muitos médicos, irmãzinhas de caridade e enfermeiras consagraram seus serviços ao povo de Itajaí. Tive o privilégío de ser um deles a circular pelas dependências hoje demolidas daquela casa que soube, com dignidade, atender à população deste município e das regiões vizinhas.

O Hospital de Santa Beatriz faz parte da história da saúde, religiosa e social de Itajaí.

Texto: Edison Vilela (Médico nascido em Florianópolis, presidente da ACAFE, reitor da UNIVALI); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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