sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Grupo Escolar Floriano Peixoto

"O venerando prédio que alojou, durante décadas, o Grupo Escolar Floriano Peixoto, foi uma das mais importantes escolas de primeiro grau, de 1a. a 4a. série, que antes, chamavam-se "escolas primárias". Pertence hoje, ao Colégio Estadual Nilton Kucker, com quem dividiu o seu grande terreno irregular, em 1969, ano da inauguração deste, cujas medidas de perímetro voltavam-se para as ruas pouco habitadas e pouco movimentadas, como bem requeriam os princípios de higiene escolar.

Tem exatamente 97 metros e 52 cm de frente para rua Alfredo Trompowsky; 51 m e 32 cm para a avenida Getúlio Vargas; 102 m e 32 cm para a então rua Silva (hoje Heitor Liberato); 126 m e 06 cm para a rua Carlos Seára.

Inaugurado em 19 de abril de 1942, foi obra de Nereu Ramos, que ocupava, como interventor, o governo do Estado. Suas 3 salas, uma grande para reuniões, gabinetes de direção e educação. física, biblioteca, arquivo e galpão, além da cozinha e instalações sanitárias, prestavam-se, fielmente, para os princípios pedagógico, meticulosamente praticados na época. Respiravam-se os ares da "Escola Nova , e a inspeção escolar tinha um papel destacado.

O primeiro diretor do Grupo Escolar Floriano Peixoto foi o professor Marino Câmara Rosa, nomeado a pedido do prefeito de Itajaí Francisco de Almeida. Viera de outra escola, bem próxima dali, que dirigia, cujo prédio não menos venerando é hoje a sede da Associação Coral Vila Lobos e conhecida já em 1923 como "Grupo Escolar Lauro Muller".

Tinha um estilo padronizado, de escolas da época, como era costume. A ata lavrada pelo professor Manoel Coelho, seu primeiro inspetor, em 1943, dizia que ele "obedece ao padrão L", tipo moderno que se vão edificando ultimamente em nosso Estado. Já em ata de 1951, a inspetora, professora Nair Haberbeck disse pertencer o Grupo Escolar Floriano Peixoto ao padrão "Getúlio Vargas".

O "Floriano" foi um marco referencial, educacional e arquitetônico da cidade de Itajaí, naquelas partes da Vila Operária, testemunha concreta de uma Educação que houve."

Texto:Professor Renato André Wollke; Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva
Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Grupo Escolar Lauro Müller

Localizado em plena praça Primeiro de Maio, na Vila Operária, bairro mais antigo de Itajaí, tem este prédio uma longa história para ser contada, a partir da sua data de inauguração, em razão da sua diversidade ocupacional.

Foi inaugurado com grande pompa às 16:00 horas do dia 12/10/1928 com a presença das mais altas autoridades judiciárias, legislativas e executivas do nosso Município e Estado e pelo Dr. Adolfo Konder, naquela oportunidade presidente do Estado (governador).

Foi construído no ponto central da então Vila Operária Pereira Oliveira pela Empresa Sociedade Construtora Catarinense, presidida pelo senhor José Eugênio Muller, para nele funcionar uma Escola Estadual que na inauguração recebeu o nome de Escola Estadual Lauro Müller, em homenagem a este vulto imortal da nossa história, a direção da escola foi entregue à complementarista Zoé Mello.

Funcionou com o nome Escola Estadual Lauro Müller até 06/02/1934, quando por decreto do senhor Interventor Federal neste Estado, foi elevado a Grupo Escolar Lauro Müller, funcionando em dois turnos, sendo nomeado diretor o ginasiano Wilbaldo Boregger e como professores a normalista Jucyra Brasinha e o ginasiano Wilfredo Eugênio Currlin.

No final dos anos 30 e 40 e início dos anos 50, o prédio abrigou o destacamento militar, tiro de guerra e Batalhão Guarda Costa, em razão da II Guerra Mundial, deixado de servir aos fins para os quais fora projetado. Com a retirada do Grupamento Militar, voltou novamente a servir ao ensino no final dos anos 50 e 60, atuando em seu interior duas salas de aula em regime de três turnos, funcionando integradas ao Grupo Escolar Floriano Peixoto, localizado nas proximidades deste e inaugurado em 1942.

No início dos anos 70, foi definitivamente desativado como estabelecimento de ensino e o nosso prédio do G.E. Lauro Müller passou a ser ocupado pela Cooperativa Mista Agrícola do Valo do ltajaí, que, falida, foi substituída pela Cooperativa Regional Agropecuária do Vale do ltajaí, que ocupou também até sua falência nos anos 80.

Enquanto corria o processo de solvência da falida cooperativa, o prédio foi ocupado aleatoriamente pelo Sindicato Rural de ltajaí, mesmo sabendo que o referido prédio houvera sido cedido pelo seu proprietário, o Governo do Estado, com cláusula de reversão. Entretanto de forma juridicamente perfeita, a Associação Coral Vila Vila-Lobos, num trabalho altamente meritório do presidente Acácio José Coelho e do Secretário Paulo Sezerino, solicitou ao Governo do Estado a doação do referido imóvel para ali funcionar sua sede, retirando do seu interior o Sindicato Rural de Itajaí que o ocupava sem o ter feito de forma legal, fato este que ocorreu via escritura pública e com cláusula de revisão em 1982, voltando desta forma, senão no todo mas em parte à sua finalidade inicial pois passou a abrigar uma entidade cultural, voltada à música e mais especificamente ao canto coral, sendo até os dias de hoje ocupado pela Associação Coral Vila-Lobos.

Texto: Dr. Nilo Sezerino; Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

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Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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Grupo Escolar Victor Meirelles

"Em 1911, foi criado, em Santa Catarina, um novo tipo de escola, já então existente no Estado de São Paulo: O Grupo Escolar, cujo prédio, dividido em "Secção Masculina" e "Secção Feminina", congregava diversas classes de alunos, cada qual com o seu professor responsável, sob a supervisão de um diretor.

Esse tipo de escola vinha substituir a tradicional escola primária, onde não havia seriação de ensino, e um mesmo professor, o "Mestre Único", ensinava todos os alunos. As vantagens inovadoras do Grupo Escolar eram intensamente analisadas pelos educadores da época: divisão de trabalho, seriação do ensino, economia de instalações.

Foi sob a égide dessa modernização, no Governo do Cel. Vidal de Oliveira Ramos, que se inaugurou o Grupo Escolar Victor Meirelles, no dia 04 de dezembro de 1913. O mobiliário, como para as demais escolas dessa natureza, veio dos Estados Unidos e de São Paulo. Havia um pequeno gabinete de Física e de Química, um Museu Escolar e um piano para as aulas de canto. Naquela década, pregava-se a reforma do ensino, principalmente com o método intuitivo da Escola Modelo dirigida por Miss Marcia Browne.

E houve, aí, a era da lousa, do caderno de linguagem, de caligrafia, os quadriculados cadernos de matemática, cujos exercícios eram feitos à caneta molhada no tinteiro, sempre protegida pelo famoso mata-borrão.

Nas festas cívicas, no pátio interno, ataviadas de verde-amarelo e das bandeiras que se hasteavam sob a emoção dos uniformes azul e branco, ouviam-se entusiásticas declamações quc interpretavam a sensibilidade dos nossos ecritores!

Mais tarde, ao Grupo Escolar fora anexado o Curso Complementar - dois anos a mais depois do curso primário - onde se estudava alemão, francês, extensos pontos de história, geografia, ciências... desenho artístico!

Daí saíam os professores para as escolas isoladas, e recursos humanos quc assumiam funções na vida de Itajaí. Substituiu o Curso Complementar o Normal Regional, mais especificamente voltado à formação para o magistério. Excelentes serviços sócioeducacionais prestou este Estabelecimento de Ensino na formação de tantas gerações! Itajaí muito lhe deve! Da lousa à Seleta em Prosa e Verso, correspondeu aos propósitos da educação catarinense.

Situado à Rua Hercílio Luz, centro da cidade, hoje abriga a Casa da Cultura Dide Brandão inaugurada em 1982."

Texto: Rosa de Lourdes Vieira Silva (Nascida em Itajaí - Professora de curso primário, ginásio e 2° grau, Administradora do Ensino na Região da AMFRI - Atualmente, professora da UNIVALI. Escritora); Ilustração: Lindinalva Deóla da Silva

Algumas páginas sobre edíficios históricos de Itajaí:

Asilo Dom Bosco, Banco Inco, Bangalô, Bar Dinamarca, Bauer e Cia, Café Democrático, Caixa da Sociedade Beneficente dos Estivadores, Capelinha de Cabeçudas, Casa Agostinho Alves Ramos, Casa Alberto Werner, Casa Almeida e Voigt, Casa Amaral, Casa Asseburg, Casa Bonifácio Schmitt, Casa Bruno Malburg, Casa Cesário, Casa da Família João Bauer, Casa das Irmãs da Imaculada Conceição, Casa Jacob Bauer, Casa Konder, Casa Lauro Müller, Casa Popular da Vila Operária, Casa Primo Uller, Casa Rauert, Casarão Burghardt, Casarão da Família Fontes, Casarão Malburg, Casarão Olímpio Miranda, Casarão Peiter, Cia. Fábrica de Papel Itajaí, Colégio São José, Edifício da Fiscalização dos Portos, Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Farmácia Brasil, Ginásio Itajaí, Grupo Escolar Floriano Peixoto, Grupo Escolar Lauro Müller, Grupo Escolar Victor Meirelles, Herbário Barbosa Rodrigues, Hospital Santa Beatriz, Hotel Brazil, Hotel Cabeçudas, Igreja da Imaculada Conceição, Igreja da Vila Operária, Igreja do Santíssimo Sacramento, Igreja Luterana, Mercado Público, Palácio Marcos Konder, Primeira Sede da Municipalidade, Primeira Sede dos Correios, Sociedade dos Atiradores, Sociedade Guarani.

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