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sexta-feira, 30 de março de 2012

Rivelino, a Patada Atômica

"Vim ver Pelé, mas acabei vendo Rivelino", disse Beckenbauer, depois de ver o meia-esquerda driblar três e meter a bola por baixo das suas pernas numa jogada impressionante, o "elástico". Rivelino ainda marcou um gol em Iashin naquele jogo Brasil 2 x Seleção da Fifa 1, no Maracanã. em 1968. O futebol de Roberto Rivelino realmente era de impressionar. Tanto que os mexicanos, na Copa de 1970, o chamaram de "Patada Atômica" por causa de seus chutes violentos e venenosos.

Mas não dependia apenas do chute, que usava como poucos para bater faltas precisas e fazer lançamentos perfeitos. Driblava curto e com rapidez estonteante.

Sua condição de craque, entretanto, não conseguiu trazer um título para o Corinthians, clube que o revelou. Depois de perder uma decisão para o Palmeiras, em 1974, foi crucificado pela torcida e pelo dirigente Vicente Matheus, sendo vendido ao Fluminense.

Roberto Rivellino nasceu no bairro da Aclimação, em São Paulo, em 10/1/1946. Caçula de três filhos de um técnico de telefonia e pequeno empresário passou a infância e a adolescência no bairro do Brooklin, jogando futebol nos campos de várzea da região. Estudou até o ginásio. Aos 16 anos, entrou para o juvenil do Corinthians, chegando a titular desse clube três anos mais tarde, vestindo a camisa 10.

Foi campeão dos torneios Rio-São Paulo (1966), do Povo (1971) e Laudo Natel (1973), sem conquistar nenhum campeonato paulista. Em 1966 foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez, para um amistoso contra a Hungria. Participou de todas as seleções entre 1968 e 1978, vestiu a camisa brasileira 121 vezes e jogou três Copas do Mundo (1970/1974/1978).

Na Copa do Mundo de 1970, no México, atuou fora de posição, pela ponta esquerda. Em 1974 deixou o Corinthians e foi para o Fluminense. No tricolor foi bicampeão carioca em 1975 e 1976, além de ganhar a Taça Guanabara em 1975.

Em 1978 foi comprado pelo El Helal, da Arábia Saudita, no qual jogou até encerrar a carreira, em 1982. Pelo time árabe foi bicampeão regional e campeão da Copa do Rei (campeonato nacional). Após abandonar a carreira, tornou-se comentarista esportivo e abriu uma escolinha de futebol em São Paulo.

Fontes: Revista Placar; Algo Sobre.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hércules, o Dinamitador

Dono de um canhão no pé esquerdo e de um torpedo no direito. Assim o ponta-esquerda Hércules de Miranda era conhecido e temido pelos adversários. Hércules começou a jogar na várzea paulista, passando em seguida a vestir as camisas do Juventus e do São Paulo da Floresta. Mas a fase mais gloriosa de sua carreira aconteceu no Fluminense, onde se tornou o artilheiro da campanha do tricampeonato de 1936, 1937 e 1938 com 56 tentos. Tudo graças principalmente aos seus gols de falta, cobrados de qualquer lugar do campo. O Dinamitador jogou seis vezes pela Seleção, marcando três gols.

Hércules de Miranda nasceu na cidade mineira de Guaxupé em 02/07/1912, e faleceu no Rio de Janeiro em 03/09/1982. Conhecido  como "O Dinamitador" tinha, segundo o cronista Geraldo Romualdo da Silva, do Jornal dos Sports, "um canhão no pé esquerdo e um míssil no direito".

A torcida carioca o viu pela primeira vez no dia 7 de janeiro de 1934, em São Januário, onde cariocas e paulistas decidiram o título brasileiro e ele fez o gol da vitória paulista na prorrogação, depois do empate por 1 x 1 no tempo regulamentar.

Hércules, que tinha passe livre depois que o São Paulo da Floresta se dissolvera, foi então contratado pelo Fluminense. Sua carreira começara na várzea paulista, e de 1930 a 1933 ele jogara no Juventus, de onde Paulo Machado de Carvalho o levou para o São Paulo. Houve a dissolução do clube e Hércules passou a atuar no Independente, time de exibição em São Paulo, ao lado de Friedenreich, Araken e Orozimbo.

Para jogar no Flu, recebeu 10 contos de réis, uma fortuna na época, e passou a formar um grande elenco com Batatais, Ernesto Santos e Machado; Marcial, Brant e Orozimbo; Sobral, Russo, Gabardo e Vicentini.

Propaganda de 1938
O apelido Dinamitador pegou em 1936, quando o chute forte o consagrou definitivamente no Rio de Janeiro, graças a seus gols de falta. Em 1938, Hércules foi à Copa do Mundo, na França, mas o auge de sua carreira aconteceu no tricampeonato de 1936, 37 e 38, quando se tornou o artilheiro absoluto da campanha com 56 gols (23, em 1936; 23, em 1937; e 10, em 1938). Em 1940, foi de novo o artilheiro do time com 12 gols. Pelo clube fez 164 gols em 176 jogos.

Em 1941, teve seu último ano de glória no Fluminense: surgiu Carneiro, que passou a dividir com ele a ponta-esquerda, e em 1943 Hércules, que encerrou a carreira cinco anos depois, pediu para ser vendido ao Corinthians - onde jogou ao lado de seu amigo Domingos da Guia, um dos zagueiros que mais trabalho tiveram para marcá-lo.

Fontes: Revista Placar; Flumania; Wikipédia.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Flávio, o implacável artilheiro

O centroavante Flávio fez a alegria de muitas galeras. Mais precisamente, do Internacional, Corinthians, Fluminense, Porto (Portugal), Pelotas, Santos, Figueirense, Brasília e Wilstermann (Bolivia). Ao todo, atingiu a espantosa marca de 603 tentos, nove dos quais marcados em rápida passagem pela Seleção. Mas foi nos clubes que conseguiu seus feitos mais notáveis: a artilharia do Campeonato Paulista de 1967, dos Cariocas de 1969 e 1970, do Gaúcho de 1977. Sem falar no Brasileirão de 1975, quando marcou dezesseis vezes com a camisa 9 do Internacional.

Flávio Almeida da Fonseca, também conhecido como Flávio Minuano, Flávio Bicudo ou simplesmente Flávio, nasceu em Porto Alegre, RS, em 09/09/1944. Foi um centroavante artilheiro, goleador de diversas competições. Quando menino, era músico (tocava saxofone) e entregava jornais, profissões que trocou depois pela de jogador de futebol.

Começou no Real Madri, equipe de várzea da cidade de Porto Alegre, de onde ele se transferiu para o Sport Club Internacional em 1959. Logo no teste que fez para tentar ingressar nas equipes infantis do Inter, marcou 3 gols em 35 minutos. Ingressou no time principal do Internacional em 1961, sendo campeão gáucho aquele ano e ganhando o apelido de Flávio Bicudo, com o qual foi convocado para a Seleção Brasileira em 1963.

Em 1964 transferiu-se para o Sport Club Corinthians Paulista, onde jogou até 1969 sem conquistar nenhum título paulista, mas sendo o artilheiro do estadual de 1967 com 21 gols (superando Pelé) e sendo autor de um dos gols que quebrou o tabu de 11 anos que o Corínthians ficou sem ganhar do Santos Futebol Clube. Foi neste período que ganhou do locutor Geraldo José de Almeida o apelido de Flávio Minuano, numa alusão ao vento minuano, característico do Rio Grande do Sul.

De São Paulo, Flávio transferiu-se para o Fluminense Football Club em 1969, sendo campeão carioca logo no primeiro ano. Era uma época de clássicos com o Maracanã lotado e mais de 171.000 pagantes na final deste campeonato, um Fla-Flu sensacional, em que o Fluminense venceu por 3 a 2, de virada, com Flávio sendo o grande herói da conquista. Pelo Fluminense, Flávio foi ainda campeão do Campeonato Brasileiro em 1970 e do Campeonato Carioca de 1971, marcando 92 gols em 115 partidas disputadas neste período. No Campeonato Brasileiro de 1970 não pode jogar as últimas quatro partidas, vindo a perder a artilharia nacional na última rodada, por diferença de um gol.

Após a sua passagem pelo Fluminense, Flávio se transferiu para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde manteve a fama de matador, marcando mais de 70 gols por este clube.

Voltou para o Brasil e para o Internacional em 1975, reestreando num grenal (dia 13 de julho) em que marcou um gol logo aos 4 minutos, ajudando a construir a vitória do Inter por 2 a 1. Quatro semanas depois, na decisão do campeonato gaúcho, em novo grenal, Flávio marcou na prorrogação o único gol da partida, dando ao Inter o título de heptacampeão. Nos meses seguintes, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1975, ajudando a construir o primeiro título nacional de um clube gaúcho.

Em 1977, transferiu-se depois para o Esporte Clube Pelotas, pelo qual foi artilheiro do campeonato gaúcho. Ainda jogou depois em outros clubes até 1981, sem o mesmo sucesso de antes. Atualmente, Flávio trabalha com escolinhas infantis de futebol em São Paulo, no distrito de Ermelino Matarazzo.

Flávio afirma ter feito 1.070 gols em toda sua carreira. Sobre o milésimo gol, ele fala: "Foi quando eu jogava pelo Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, em uma partida contra o Caxias no Alfredo Jaconi. Acho que foi empate de 3 a 3. O pessoal lá comemorou, teve um oba-oba, mas foi uma coisa superficial. O Brasil não ficou sabendo".

Títulos

Pelo Internacional: Campeonato Gaúcho: 1961, 1975, 1976 - Campeonato Brasileiro: 1975; pelo Corinthians: Torneio Rio-São Paulo: 1966; pelo Fluminense: Campeonato Carioca: 1969, 1971 - Campeonato Brasileiro: 1970.

Artilharia

Pelo Corinthians: Torneio Rio-São Paulo: 1965 (13 gols) - Campeonato Paulista: 1967 (21 gols); pelo Fluminense: Campeonato Carioca: 1969 (15 gols), 1970 (18 gols); pelo Internacional: Campeonato Brasileiro: 1975 (16 gols); pelo Pelotas: Campeonato Gaúcho: 1977 (13 gols).

Fontes: Revista Placar; Wikipédia.
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sábado, 26 de novembro de 2011

Preguinho, o estilista do gol

O orgulho do escritor Coelho Netto não eram só os seus livros, mas também o filho João Coelho Netto, aliás, Preguinho, o maior artilheiro da história do Fluminense com 184 gols. Meia-esquerda veloz e dono de um poderoso chute, Preguinho se notabilizava pela raça e pelo espírito amador. Nunca ganhou nada para defender o tricolor. Também ficou famoso por alguns gols célebres, como o primeiro marcado pelo Brasil em Copas do Mundo. O artilheiro também foi autor de um gol antológico quando chutou do meio campo, encobrindo o goleiro do Botafogo numa partida disputada em 7 de dezembro de 1930. No Campeonato Carioca, foi artilheiro em 1923 com 12 gols, em 1928 com 16 e em 1932 com 21.

João Coelho Netto, conhecido como Preguinho, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 08/02/1905, e faleceu na mesma cidade, em 1º/10/1979. Filho do escritor Coelho Neto, era sócio do Fluminense antes mesmo de nascer, ingressando nas equipes infantis do clube carioca em em 1916, com 11 anos.

Sua estréia como jogador do tricolor carioca ocorreu em 19 de abril de 1925: naquela tarde, Preguinho havia conquistado o tricampeonato estadual de natação, na categoria de 600 metros. Ainda com a medalha no peito, pegou um táxi até o Estádio das Laranjeiras para ajudar o Fluminense a conquistar o Torneio Início do Rio de Janeiro.

Passou toda sua carreira no Fluminense e foi o primeiro capitão e artilheiro da Seleção Brasileira. Foi autor do primeiro gol do Brasil em uma Copa do Mundo, em jogo contra a Iugoslávia, na Copa do Mundo de 1930, em época em que seu apelido era Prego, sem o diminutivo. Foi o artilheiro do tricolor nos campeonatos cariocas de 1928, 1929, 1930, 1931 e 1932, sendo que em 1930 e 1932 foi o artilheiro do Campeonato Carioca.

Além do futebol, praticou outras nove modalidades: remo, vôlei, basquete, polo aquático, saltos ornamentais, atletismo, hóquei, tênis de mesa e natação, detendo 387 medalhas e 55 títulos nessas modalidades.

Após a profissionalização do futebol, em 1933, Preguinho continuou a atuar de forma amadora, recusando-se a receber dinheiro do seu clube. Afora seu desempenho dentro das quatro linhas, é também um dos maiores pontuadores da história do basquete tricolor, com 711 pontos anotados.

Em 22 de janeiro de 1952, recebeu o título de "Benemérito-Atleta" do Fluminense. À ocasião, ele disse: "Eu nem sabia falar direito e o Fluminense já estava em minha alma, meu coração e em meu corpo."

Preguinho morreu em 1979, aos 74 anos, devido a problemas pulmonares.

Fonte: Wikipédia; Revista Placar.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Welfare, o tanque inglês

O inglês Harry Welfare chegou ao Rio de Janeiro, em 1913, como professor do colégio Anglo-Brasileiro. Mas acabou mesmo foi dando lições de bola. Welfare já havia disputado a Liga inglesa pelo famoso time do Liverpool e, no Brasil, passou a defender a camisa do Fluminense. Nos nove campeonatos cariocas que disputou, construiu a fama de centroavante "tanque", por seu estilo impetuoso, forte e matador. Conquistou cinco vezes a artilharia no futebol carioca (1914 com oito gols; 1915 e 1917, ambos com dezoito; 1919 com 22; e 1922 com oito).

Henry Welfare (chamado carinhosamente de "Harry"), professor, atleta e treinador, nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 20/08/1888, e faleceu em Angra dos Reis, RJ, em 01/09/1966. Chegou ao Rio de Janeiro no dia 9 de agosto de 1913 para cumprir um contrato de professor secundário com o Ginásio Anglo-Brasileiro, lecionando Geografia e Matemática. Logo depois foi levado para o Fluminense. Treinou de centro-avante no segundo time e agradou. Outro treino e, desta vez no primeiro time. Agradou mais ainda. Daí por diante foi uma verdadeira máquina de fazer gols.

Obteve a extrordinária média de quase um gol por partida, já que marcou 163 gols em 166 jogos, sendo o jogador que mais gols fez em uma única partida pelo Fluminense, 6 contra o Bangu na goleada por 11 a 1 em 9 de Dezembro de 1917, tendo conquistado o tricampeonato carioca em 1917, 1918 e 1919, fazendo 49 gols nestes três campeonatos.

Em 1920, o Fluminense o fez "Sócio Benemérito", título honroso que lhe deu o direito de ser membro perpétuo do Conselho Deliberativo do clube tricolor.

Welfare encerrou sua carreira após marcar o gol da vitória do Fluminense sobre o Botafogo no Torneio Início de 1924, não jogando a última partida em que o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Flamengo, sagrando-se campeão.

Aqui o time do Fluminense em 1914, e Welfare é o primeiro da esquerda para a direita.

Morador do bairro da Gávea se deslocava de bonde ou a pé por mais de uma hora para treinar e jogar no Fluminense, sendo por isto um grande símbolo da época do amadorismo, onde além de não receberem remuneração pelos seus serviços, os jogadores mostravam imensa paixão pelo esporte e pelos seus clubes, com Welfare sendo um dos jogadores que melhor representaram as primeiras décadas do Fluminense. Era raro o dia que nenhum admirador se oferecia para levar a sua maleta.

Não temos dúvidas em afirmar que o professor inglês modificou muito o nosso futebol. Os maiores capítulos do futebol carioca, no tempo do amadorismo, foram escritos com letras ciclópicas por esse extraordinário jogador. Estabeleceu um padrão próprio com seu jogo inteligente, impetuoso, objetivo e realizador. Suas duas características principais eram o "rush" que espalhava terror nas zagas adversárias e o chute violento com qualquer dos pés. Além disso, fazia alarde de um excelente drible baseado no jogo de corpo e no controle de bola. Foi o pioneiro na "tabelinha". Ele dizia para os companheiros – " me dá a bola e corre a frente para receber novamente". Essa jogada foi aperfeiçoada pelos grandes jogadores.

O "Tanque inglês", conforme ficou conhecido posteriormente pelo seu físico privilegiado, pelos seus 1,90 m de altura, além de ser forte e de ter um estilo rompedor, numa época onde a média de altura das pessoas era bem menor. Certa vez, Mário Filho escreveu que "com Welfare o Fluminense usava uma metralhadora, enquanto seus adversários lutavam de espada".

Em 2006, mais de oitenta anos após abandonar os gramados como jogador, Welfare ainda é o maior artilheiro do confronto entre Fluminense e Botafogo, o Clássico Vovô, com 17 gols, à frente de Waldo (Flu) e Heleno de Freitas (Bota), ambos com dezesseis.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Gérson, o Canhotinha de Ouro

O maior lançador da história do futebol brasileiro era capaz de colocar a bola mansamente no peito dos atacantes chutando a uma distância de quarenta metros. Inacreditável? Basta conferir nos teipes dos jogos da Copa de 1970 para vê-lo realizar, várias vezes, lançamentos perfeitos. Entretanto, o que os teipes não revelam é a capacidade de Gérson em coordenar as ações táticas do time. Soberbo estrategista, orientava a distribuição dos companheiros em campo, muitas vezes à revelia do técnico. Também era conhecido por revidar jogo violento como aconteceu num jogo contra o Peru, em 1969. .

Gérson de Oliveira Nunes, que atuava como meia, nasceu em Niterói, RJ, em 11 de janeiro de 1941. Chamado de "Canhotinha de Ouro", marcou presença pela incrível gana de ganhar. Jogou na seleção brasileira e em diversos clubes brasileiros de futebol, tendo passagem destacada no Flamengo, onde começou (campeão carioca de 1963), mas viveu sua fase mais gloriosa no Botafogo, onde se sagrou campeão da Taça Brasil (1968) e bi carioca (1966/67). Teve ainda passagem vitoriosa pelo São Paulo, conquistando o bicampeonato paulista (1970/1971) e no Fluminense, seu clube de coração, pelo qual foi campeão carioca em 1973 e onde encerrou a carreira.

Também ficou famoso nos anos setenta por protagonizar uma campanha publicitária de cigarros, na qual dizia "Gosto de levar vantagem em tudo". Essa frase resumia a suposta malandragem brasileira, e o que era para ser apenas um bordão inocente de uma propaganda, acabou caindo na cultura popular como o símbolo do "jeitinho" desonesto de ser, e da corrupção, ficando conhecida como lei de Gérson. Após a associação maliciosa e indevida, ele já se lamentou publicamente, em diversas ocasiões, de ter seu nome ligado a esses defeitos do povo brasileiro, que não combinam com o seu jeito de ser e nem com as suas idéias.

A seleção tricampeã do Mundo em 1970. Em pé: Carlos Alberto, Félix, Piazza, Brito, Clodoaldo, Everaldo. Agachados: Jairzinho, Gérson, Tostão,  Pelé e Rivelino

Quando jogava, Gérson tinha o apelido de "Papagaio" entre seus companheiros atletas, pois sempre gostou de falar muito. Depois de encerrar a carreira, tornou-se comentarista de futebol da Rádio Globo, participou do programa Mesa Redonda Rio da Rede CNT e no programa Jogo Aberto Rio na Band Rio. Coordena uma escola de futebol, participando de diversos projetos esportivos em Niterói, sua cidade natal, onde morou quase toda a sua vida.

Títulos conquistados

Seleção Brasileira: Copa Rocca: 1963 e 1971; Copa do Mundo: 1970; Taça Independência: 1972.

Flamengo: Torneio do Inicio: 1959; Torneio Rio-São Paulo: 1961; Campeonato Carioca: 1963; Torneio Internacional de Verão do Uruguai: 1961; Troféu Magalhães Pinto: 1961; Torneio Internacional da Tunisia: 1962.

Botafogo: Taça Brasil: 1968; Torneio Rio-São Paulo: 1964 e 1966; Torneio do Inicio: 1963 e 1967; Campeonato Carioca: 1967 e 1968; Torneio Internacional de Caracas-Venezuela(FVF): 1968, 1969; Torneio Internacional de Paris: 1963; Taça Guanabara: 1967, 1968.

São Paulo: Campeonato Paulista: 1970 e 1971.

Fluminense: Campeonato Carioca: 1973; Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro: 1973.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Carlos Alberto, o capitão de 70

"A eficiência de Djalma Santos e o comando de Zito. Assim pode ser definido o futebol de Carlos Alberto, o maior jogador que já usou a braçadeira de capitão na Seleção. Essas qualidades puderam ser confirmadas na única Copa que disputou, a do México. No duríssimo jogo contra a Inglaterra, ele abandonou a posição só para dar uma entrada forte no ponta inglês Francis Lee, que tentava catimbar a partida. Depois do lance, Lee sumiu do jogo. Episódios como esse fizeram com que fosse chamado de o Grande Capitão.Também foi o autor do último gol da campanha brasileira, fechando os quatro a um contra a Itália na final."

Carlos Alberto Torres, carioca da Vila da Penha, Rio de Janeiro, nasceu em 17/07/1944. Um dos maiores laterais-direitos da história, ele foi o capitão do Brasil que ganhou a Copa de 70, no México, ficando conhecido como o Capitão do Tri. Foi revelado pelo Fluminense, onde foi campeão do Campeonato Carioca de 1964 e medalha de ouro pelos Jogos Pan-Americanos de 1963 disputado em São Paulo. Logo depois se transferiria para o Santos.

Carlos Alberto no Santos de 1969, quando foi tricampeão paulista, estão em pé: Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Marçal, Clodoaldo, Cláudio e Rildo. Agachados: Edu, Lima, Toninho, Pelé, Abel e Macedo

Quando Carlos Alberto chegou na Vila Belmiro em 1965, o Santos atravessava o seu apogeu, com conquistas brilhantes como o bicampeonato da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Pelo Santos foi pentacampeão paulista em 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973, ano em que conquistou seu último título pelo time da Vila Belmiro.

Em 1975 foi vendido ao Fluminense, onde faz parte do time que ficou conhecido como "Máquina Tricolor", sendo bicampeão carioca em 1975 e 1976, semi-finalista dos campeonatos brasileiros destes mesmos anos, depois passando pelo Flamengo.

México 1970: com a Jules Rimet, definitivamente nossa.
Carlos Alberto marcou sua história em todos os times que jogou, pois além de talentoso, conseguiu se firmar e ganhar respeito em vários time de craques, mesmo na Seleção Brasileira tricampeã da Copa do Mundo de 1970, onde era um dos líderes e o capitão desta equipe. Atualmente treinador de futebol, já se consagrou Campeão Brasileiro pelo Flamengo.

Na carreira política, Carlos Alberto é filiado ao Partido Democrático Trabalhista. Foi Vereador de 1989 a 1993, ocupando a Vice-Presidência e a Primeira Secretaria da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Em 2008 tentou uma vaga para vice-prefeito na cidade do Rio de Janeiro, não se elegendo.

Carlos Alberto foi casado três vezes: com Sueli, mãe dos seus filhos Andréa e Alexandre Torres, também jogador, com a atriz Terezinha Sodré e com Graça, sua atual esposa.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar.
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sábado, 29 de outubro de 2011

Didi, o Príncipe Etíope

O principal artífice da conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil não foi o rei Pelé nem o gênio Garrincha. Todo o mérito cabe a Valdir Pereira, o Didi. Primeiro, porque foi o autor do gol que deu ao Brasil a classificação para o Mundial, num nervoso um a zero sobre o Peru, em 1957. Depois, porque assumiu o comando da equipe dentro e fora de campo na Suécia.

É o responsável, junto com Zito e Nílton Santos, pela pressão sobre a comissâo técnica que culminou com as escalações de Pelé e Garrincha. Mas foi nos gramados que mostrou todo o seu engenho e arte, sendo eleito o melhor jogador da Copa de 1958.

Armador clássico, Didi encantava com seu futebol técnico e criativo, seus dribles dissimulados, lançamentos precisos e chutes infernais. Defendeu o Fluminense (campeão carioca em 1951), Botafogo (campeão em 1957/61/62) e Real Madrid, onde protagonizou uma célebre desavença com o jogador Di Stefano. Ainda pela Seleção, tornou-se bicampeão mundial em 1962. Por causa de sua elegância natural, o corpo ereto, cabeça alta, passadas muito largas, era chamado de Príncipe Etíope.

Valdir Pereira, mais conhecido como Didi, nasceu em Campos dos Goytacazes, RJ, em 08/10/1928, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 12/05/2001. "O Principe Etíope" era seu apelido, dado por Nelson Rodrigues (ilustre dramaturgo e torcedor fanático do Fluminense Football Club).

Nobreza e arte com bola nos pés
Com classe e categoria, foi um dos maiores médios volantes de todos os tempos, um dos líderes do Fluminense entre o final da década de 1940 a meados da década de 1950 e também do Botafogo de Futebol e Regatas, após isso, além de possuir o mérito de ter criado a "folha seca". Esta técnica consistia numa forma de se bater na bola numa cobrança de falta, com o lado externo do pé, hoje vulgarmente chamada "trivela". Ela tem esse nome pois esse estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. O lance ficou famoso quando Didi marcou um gol de falta nesse estilo contra a Seleção do Peru, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958.

Na Copa do Mundo de 1970 seria o técnico da seleção do Peru (classificando o país para a sua primeira Copa desde a de 1930) na derrota para a Seleção Brasileira por 4 a 2.

No Fluminense, Didi jogou entre 1949 e 1956, clube pelo qual jogou mais tempo sem interrupções, tendo realizado 298 partidas e feito 91 gols, sendo um dos grandes responsáveis pela conquista do Campeonato Carioca de 1951 e da Copa Rio 1952, além de ter feito o primeiro gol da história do Maracanã pela Seleção Carioca em 1950, defendendo o seu clube do coração, e de ter liderado a Seleção Brasileira na conquista do Campeonato Pan-Americano de Futebol, disputado no Chile, na primeira conquista relevante da Seleção Brasileira no exterior, tendo jogado ao lado de Castilho, Waldo, Telê Santana, Orlando Pingo de Ouro, Altair e Pinheiro, entre outros.

Foi campeão mundial, já atuando pelo Botafogo de Futebol e Regatas, clube pelo qual também acabou se apaixonando. No alvinegro, era o maestro de um grande elenco. Jogou ao lado de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. O Botafogo foi o clube pelo qual Didi mais disputou partidas: fez 313 jogos e marcando 114 gols. Foi campeão carioca pelo clube em 1957, 1961 e 1962 e também venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1962, mesmo ano em que venceu o Pentagonal do México e, no ano de 1963, o Torneio de Paris.

Chegou a jogar no famoso time do Real Madrid, ao lado do craque argentino Di Stéfano e do húngaro Puskas, mas teria sofrido um boicote na equipe, segundo se comenta, que teria partido de Di Stefano.

No começo de 1981, Didi chegou a ser o técnico do Botafogo, mas foi substituído do cargo durante o ano, tendo sido ele um dos técnicos do Fluminense, na fase que o time tricolor era conhecido como a Máquina Tricolor, pela qualidade excepcional de seus jogadores.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tim, o Peão

Tim é considerado um dos maiores dribladores que o futebol brasileiro já produziu. O reconhecimento faz justiça apenas parcialmente ao grande jogador. Afinal, era um craque complelo. Meio-campista inteligente, comandava a estratégia da equipe, dava passes imprevisíveis e parecia constantemente na área para marcar. Sua capacidade de ordenar a equipe em campo fez com que a imprensa argentina o chamasse de El Peón (O Peão), pois conduzia o time como "um peão conduz a manada".

Elba de Pádua Lima, o Tim, nasceu em 20/02/1916, numa fazenda que pertencia ao município de Rifaina, São Paulo. Ele era filho do ferroviário Vargas Lima e de Tereza Granato. Quando criança, sua família chamava-o carionhosamente de Ti. Em 1923, aos sete anos, Elba perdeu o pai. A partir daí, passou a ser criado pela mãe na Vila Tibério, tradicional bairro de Ribeirão Preto, onde ele descobriria o talento que tinha para jogar futebol. Foi nas peladas pelas ruas dessa cidade, que Elba despertou seus dons futebolisticos. Foi nessa época também que o apelido de família, Ti, virou Tim.

Em 1931, aos 15 anos, após ganhar destaque nos infantis do Botafogo, passou para a equipe profissional. No profissional do Pantera, com seu bom futebol, Tim desbancou o maior craque do time até então, o atacante Piquetote, se tornando, assim, ídolo da torcida botafoguense.

Em 1934, aos 18 anos, foi vendido para a Portuguesa Santista, pela quantia de 500 mil Réis, onde sua carreira viria a deslanchar. Com o bom futebol apresentado nesse clube, Tim alcançou em 1935 a Seleção Paulista de Futebol, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Em 1936, chegou a Seleção Brasileira, participando do grupo que foi ao Campeonato Sul-americano de 1936. Quando retornou ao Brasil, após o Sul-Americano, decidiu ficar perto da família, e voltou a defender o Botafogo de Ribeirão Preto. Mas ele ficaria pouco tempo no time ribeirão pretano, cerca de 4 meses.

Ainda em 1936, transferiu-se para o Fluminense, quando lhe foi ofertado vinte mil contos de Réis e mais um conto mensal. No Flu viveria o auge de sua carreira. Sua primeira glória no tricolor carioca, foi integrar o time tricampeão estadual em 1936, 1937 e 1938.

Tim disputou a Copa do Mundo de 1938 na França. Após, voltou ao Rio de Janeiro para ser bicampeão do Campeonato Carioca em 1940 e 1941. Ainda pelo Fluminense, este meia-apoiador, fez 71 gols em 226 partidas.

Em 1942 foi disputar a Copa América pela Seleção Brasileira em Buenos Aires, e voltou com o prestígio redobrado, por suas grandes atuações, que levaram os argentinos a o apelidarem de "El Peón", por "conduzir o time brasileiro como um peão (peón) conduz a sua manada". Naquela Copa América o Brasil terminou em 3º Lugar.

Em 1944 aposentou-se da Seleção Brasileira, deixando sua vaga para Jair da Rosa Pinto. No mesmo ano transferiu-se para o São Paulo, onde jogaria até 1947, ano em que transferiu-se para o Botafogo do Rio de Janeiro. Ainda nesse ano, foi jogar e treinar, ao mesmo tempo, a equipe do Olaria. A ocupação do cargo de técnico-jogador do time carioca durou até 1948, quando Tim foi ocupar o mesmo cargo no Botafogo de Ribeirão Preto, ficando no clube de 1948 até 1950.

Tim, como técnico do Vasco da Gama, orientando o jogador Dé.

Encerrou sua carreira como jogador em 1950, na Colômbia, então o Eldorado do futebol sul-americano. Tornou-se em seguida técnico, posição que confirmou sua fama como um dos grandes estrategistas do futebol brasileirom treinando o Bangu, depois o Fluminense, Vasco, Flamengo, Coritiba, Botafogo, San Lorenzo (ARG), São José/SP e Inter de Limeira/SP.

Em 1982, assumiu a Seleção Peruana de Futebol, quando esta não vivia um bom momento. Tim, porém, reorganizou a equipe, e conseguiu fazer com que o time se classificasse para a Copa de 1982. Nesta copa, o Peru, nos três jogos que fez, conseguiu dois empates, contra Camarões (0x0) e Itália (1x1), mas acabou derrotada pela Polônia (5x1).

Tim víria a falecer em 7 de julho de 1984, na cidade do Rio de Janeiro.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Marcos de Mendonça, o goleiro galã

"Era um menino triste. Todos os amigos e irmãos corriam atrás da bola, menos ele. Proibição médica, pois ele tivera febre amarela, infecção nos pulmões, e pequenos transtornos cardíacos. 'Todo mundo me enchia de cuidados, impedindo-me de fazer grandes esforços. Mas, eu queria jogar futebol, e achei que no gol seria menos exigido', contou tempos depois. Nasceu assim o maior guarda-metas dos primórdios do futebol brasileiro.”

Com excelente sentido de colocação, ótima visão das jogadas e uma mistura precisa de arrojo e segurança, Marcos mudou a concepção de que jogar no gol era apenas para os pernas-de-pau.

Também iniciou a tradição de goleiros-galãs. Elegante, arrebatava corações femininos, principalmente quando entrava em campo com uma fitinha roxa amarrada no calção.

Marcos Carneiro de Mendonça, historiador, escritor e futebolista, nasceu em Cataguases, em 25/12/1894, e faleceu no Rio de Janeiro em 19/10/1988. Foi o primeiro goleiro da Seleção Brasileira e detém até os dias atuais o título de goleiro mais jovem a ser selecionado, pois tinha 19 anos quando de seu primeiro jogo, contra o Exeter City, da Inglaterra em 21 de Julho de 1914. Foi titular por nove anos, conquistando os campeonatos sul americanos de 1919 e 1922.

Marcos começou a sua carreira no time do Haddock Lobo, com a fusão deste clube ao América Futebol Clube passou a defender o time rubro, onde foi campeão carioca de 1913. Tinha 1,87 m.

A poetisa Anna Amelia e Marcos
Assim como outras dezenas de sócios e atletas do América, descontentes com a diretoria, Marcos se transferiu para o Fluminense F. C. em 1914, tendo sido seu goleiro titular até 1922. Em 127 jogos nesse período, sofreu 164 gols e foi tricampeão carioca em 1917/1918/1919.

Casado com a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça, pai da crítica teatral Bárbara Heliodora, uma das maiores especialistas em Shakespeare, que escreve semanalmente, coluna no jornal O Globo. Após encerrar a sua carreira, Marcos trabalhou como historiador e foi presidente do Fluminense, conquistando como dirigente, o bicampeonato carioca em 1940/41.

Títulos

América RJ - Campeonato Carioca: 1913; Fluminense - Campeonato Carioca: 1917, 1918 e 1919; Seleção Brasileira - Copa Roca: 1914 / Campeonato Sul-Americano: 1919 e 1922

Fontes: Wikipédia; Revista Placar.
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sábado, 8 de outubro de 2011

Romeu, o homem-equipe

"Gordinho e meio careca, Romeu não tinha mesmo pinta de atleta. Foi, porém, um dos maiores craques dos gramados brasileiros. Jogador cerebral, dispunha de amplos recursos técnicos que usava exclusivamente em função do jogo de equipe. 'O drible tem hora certa. Fora disso, é falsa malandragem', ensinava. Começou a atuar como centroavante trombador, mas sua técnica apurada 1ogo o conduziu para a meia-direita. Vaidoso, costumava usar uma touca para esconder a calvície precoce."

Romeu Pellicciari, conhecido como Romeu, nasceu em Jundiaí, em 26/3/1911, e faleceu em São Paulo, em 15/7/1971. Descendente de italianos iniciou a carreira no  futebol em times amadores de Jundiaí, como o E. C. São João.

Em 1930, foi contratado pelo Palestra Itália, com quem foi tricampeão paulista em 1932, 1933 e 1934. Fez parte da Seleção Paulista bicampeã do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1933 e 1934, disputando, ao todo, 165 jogos pelo alviverde, marcando 106 gols.

Palestra Itália - Bicampeão Paulista em 1933. Em pé: Junqueira, Volponi, Carneira, Tunga e Cambon. Agachados: Avelino, Gabardo, Nascimento, Romeu, Carrazzo e Imparato.

Seu futebol atraiu o Fluminense, que acabaria por contratar a base da Seleção Paulista para reforçar sua equipe. Gordinho e careca, jogava sempre com objetividade, mas com imenso repertório de dribles inesperados e lançamentos precisos. A sua jogada mais famosa era o "passo de ganso", atualmente conhecida como "pedalada". No tricolor carioca, jogou 201 partidas e marcou 106 gols.

Tricampeão carioca em 1936, 1937 e 1938, virou ídolo nacional e foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1938, onde foi artilheiro e nome do jogo contra a Itália, campeã mundial naquele ano. Pelo Brasil, ao todo, foram 13 jogos e 3 gols.

Romeu, já no Fluminense
Sua atuação naquela competição fez surgirem muitas propostas de clubes europeus. Ele, porém, se manteve fiel ao Fluminense, onde ainda conquistaria o bicampeonato carioca de 1940 e 1941. No total, disputou 202 partidas e fez 90 gols como meia-armador do Tricolor carioca.

Em 1942, voltou para o Palmeiras e foi novamente campeão paulista naquele ano. A seguir, teve uma passagem pelo Comercial de Ribeirão Preto. Retornou então ao Palmeiras, onde encerrou sua exitosa carreira em 1947.

Apesar de ser filho de italianos, recusou várias propostas para se transferir para o futebol da Itália. Depois de abandonar os campos, montou uma cantina em São Paulo e não teve mais que se preocupar com a balança.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oscar Cox, o embaixador da bola

Oscar Cox (Oscar Alfredo Cox) nasceu no Rio de Janeiro em 20/1/1880, e faleceu na França em 6/10/31. Foi um dos fundadores do Fluminense Football Club e seu primeiro presidente, de 21 de julho de 1902 a 31 de dezembro de 1904.

Oscar era filho de George Emmanuel Cox, cidadão inglês nascido em Guayaquil, Equador, onde seu pai fora vice-cônsul da Inglaterra, e da carioca Minervina Dutra Cox, tendo Oscar nascido no Largo dos Leões, no bairro de Humaitá, na cidade do Rio de Janeiro. Seu irmão, Edwin Horácio Cox, um exímio driblador, foi considerado o primeiro grande craque tricolor.

Chegando ao Brasil em 1897 vindo de Lausanne, na Suíça, onde estudara no Colégio La Chatelaine, Oscar não imaginava a dificuldade que iria encontrar para praticar seu esporte favorito, o futebol. Naquela época, o Rio de Janeiro era dominado pelo críquete e parecia não haver espaço para outro esporte com bola.

Cox não desistiu. Tanto falou dos encantos do jogo aos amigos que conseguiu reunir um pequeno grupo de jogadores para ensinar as regras. Estava organizado o Rio Team. Mas surgiu outra dificuldade: arrumar adversários. Cox teve que recorrer aos ingleses do Rio Cricket and Athletic Association, de Niterói, que já haviam praticado o esporte em sua terra natal.

Rio Team - A primeira equipe de futebol montada no Rio de Janeiro. Atletas que representaram o Rio de Janeiro, na primeira partida contra os paulistas, em 19/10/1901. Em pé da esquerda para a direita: Mario Frias, Walter Schuback e Louis da Nóbrega; agachados: Oscar Cox, A. Wright e J. McCulloch; sentados: Francis Walter, Horácio da Costa Santos, Eurico de Moraes, Júlio de Moraes e Félix Frias. Foto tirada em 1901 ( acervo do F.F.C. )
A primeira partida, disputada em Niterói, no dia 1 de agosto de 1901, terminou empatada em 1 a 1 e foi assistida por quinze pessoas, público recorde para um esporte desconhecido.

Coube a Cox organizar também o primeiro jogo Rio-São Paulo, em 1901. Ele até mesmo tentou conseguir um desconto no trem que levou Central do Brasil não se comoveu. Os rapazes, entretanto, não tiveram problemas em pagar as passagens, já que eram todos endinheirados.

Os dois encontros entre os combinados carioca e paulista terminaram empatados (1 a 1 e 2 a 2). Os jogos foram marcados pela extrema cordialidade e camaradagem. Não houve nenhum pontapé e a imparcialidade do juiz mereceu brindes no jantar que comemorou o encontro. Um clima bem diferente daqueles que marcariam os futuros embates Rio-São.

O Fluminense Football Club em uma de suas primeiras formações, com Oscar Cox..
Em 21 de julho de 1902, no Rio de Janeiro, era fundado o Fluminense Football Club. A reunião foi presidida por Manoel Rios e secretariada por Oscar Cox e Américo Couto. Por proposta de João Carlos de Mello e Virgílio Leite, Oscar foi aclamado primeiro presidente do clube, assumindo então os trabalhos e passando Manoel Rios para secretário.

Como jogador, Oscar Cox foi campeão carioca em 1906 e 1908 atuando em cinco partidas, tendo disputado ainda mais quatro partidas amistosas, em 1902 e 1903.

Partiu para Londres, em 1910, definitivamente, tendo recebido no seu embarque uma mensagem de despedida assinada por sócios do Fluminense. Essa mensagem foi encontrada em seus pertences após sua morte, junto ao seguinte texto, escrito por ele: "Cresswell. In case of my death, send to Mario Pollo, secretary of Fluminense F. C. Rio de Janeiro" ("Cresswell. No caso de minha morte, enviar a Mário Pollo, secretário do Fluminense F. C., Rio de Janeiro"). Sua vontade foi atendida.

Após o seu falecimento, Oscar Cox teve seu corpo transladado para o Rio de Janeiro, sendo sepultado no cemitério de São João Baptista, Carneiro Perpétuo 2.068 - Quadra 38, no bairro de Botafogo, em 21 de outubro de 1931.

Em 21 de Julho de 1952, nas comemorações do cinqüentenário da fundação do Fluminense Football Club, no mausoléu de Oscar Cox foi inaugurada uma placa de bronze com a inscrição: "Viver e não deixar uma instituição atrás de si não vale a pena viver. Oscar Cox dirigiu a fundação do Fluminense Football Club, que, no seu Cinqüentenário, aqui grava sua gratidão e saudade". Uma homenagem do então presidente do clube, Fábio Carneiro de Mendonça.

Fontes: Wikipedia; Revista Placar; Fluminense - A formação do Fluminense; IFFHS.
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