sábado, 18 de fevereiro de 2006

Tiffany e Lucas


Tiffany e Lucas, originally uploaded by Blog do Papa-Siri. Hoje, dia 18 de fevereiro, foi uma data muito especial porque comemoramos o aniversário do meu netinho Lucas no Clube Caça e Tiro Vasconcelos Drummond de Itajaí, Santa Catarina. Na foto a jovem mãe, minha filhota Tiffany, e o nosso querido aniversariante. Esse blogueiro hoje está feliz.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Maxixe, a dança proibida


O maxixe foi a primeira dança urbana criada no Brasil. Surgiu nos forrós da Cidade Nova e nos cabarés da Lapa, Rio de Janeiro RJ, por volta de 1875. Conhecido como a “dança proibida”, era dançado em locais mal-vistos pela sociedade como as gafieiras da época que eram freqüentadas também por homens da sociedade, em busca de diversão com mulheres de classes sociais menos favorecidas.

Considerado imoral aos bons costumes da época, além da forma supostamente sensual como seus movimentos eram executados foi perseguido pela Igreja, pela polícia, pelos educadores e chefes de família.

Sua entrada nos salões elegantes das principais capitais brasileiras foi terminantemente proibida até que, em 1914, Nair de Tefé, primeira dama do país, esposa do então presidente Hermes da Fonseca, iria escolher um maxixe, o "Gaúcho" ou "Corta-Jaca", de Chiquinha Gonzaga, para ser executado ao violão, nos jardins do Palácio do Catete, para escândalo de todo o país.

Mais tarde o maxixe estendeu-se aos clubes carnavalescos e aos palcos dos teatros de revista e enriqueceu-se com grande variedade de passos e figurações: parafuso, saca-rolha, balão, carrapeta, corta-capim, etc.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Ataulfo, samba com sotaque mineiro


Ataulfo Alves inaugurou um novo estilo de fazer samba. Com seu jeito manso e sua tranqüilidade mineira, ele emprestou cores diferentes à música que brotava dos morros e dos subúrbios cariocas na década de 30.

A história do compositor Ataulfo é mais que o relato simples de um artista de grande talento e capacidade criativa. É também a trajetória de um filósofo popular, verdadeiro mestre em criar provérbios que atravessam gerações. O mito da Amélia, idealização da mulher que aceita tudo por amor, popularizou-se a partir de uma das músicas mais famosas de Ataulfo, composta na década de 1940, em parceria com Mário Lago.

Ataulfo Alves de Sousa nasceu em Miraí, MG, em 2 de maio de 1909. Com oito anos fazia versos para responder aos improvisos do pai, que era violeiro e repentista. Aos 10 anos perde o pai, e sua mãe, Maria Rita de Jesus, com um porção de filhos, sai da fazenda e vai morar no centro da cidade de Miraí, que ficava próximo.Passa Ataulfo a freqüentar o grupo escolar e a desempenhar os serviços que apareciam. Uma existência pobre, mas tranqüila e feliz, que registraria no samba Meus Tempos de Criança. (Foto: Mário Lago, parceiro de muitas músicas com Ataulfo).

Aos 18 anos, aceitou o convite do Dr. Afrânio Moreira Resende, médico de Miraí, para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde fixaria residência. Durante o dia, trabalhava no consultório, entregando recados e receitas, e, à noite, fazia limpeza e outros serviços domésticos na casa do médico. Insatisfeito com a situação, conseguiu uma vaga de lavador de vidros na Farmácia e Drogaria do Povo.

Rapidamente aprendeu a lidar com as drogas e tornou-se prático de farmácia. Depois do trabalho voltava para casa no bairro de Rio Comprido, onde costumava freqüentar rodas de samba. Já sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim, e organizou um conjunto que animava as festas do bairro.

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