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quarta-feira, 20 de março de 2013

Louise Brooks

"Dona de uma beleza incomum, dotada de uma personalidade fortíssima, e uma vontade determinada. Louise Brooks foi, sem dúvida, uma atriz à frente de seu tempo. Numa época em que a maioria dos atores e atrizes, para ter trabalho, tornavam-se submissos e eram explorados ao máximo, mal pagos, e freqüentemente nem tinham seus nomes exibidos nos créditos dos filmes, o seu temperamento era por demais explosivo, e Louise, ao não aceitar as normas vigentes na ainda jovem  Hollywood incomodou muito aos donos de estúdios, o que de certa forma explica o porquê dela ter sido colocada de lado por tantos anos" (Girl Unity).

Louise Brooks (Mary Louise Brooks), atriz, modelo e dançarina, também conhecida como "Lulu", nasceu em Cherryvale, Kansas, EUA, em 14/11/1906, e faleceu em Rochester, New York, em 08/08/1985. Filha do advogado Leonard Porter Brooks e de Myra Rude, foi uma das mais influentes atrizes do filmes mudos.

Aos 4 anos de idade já estava no palco de sua cidade. Aos 15, decide ir sozinha para New York e une-se à Denishaw Dance Company, principal companhia de dança moderna americana. Em 1923, faz diversas apresentações nos Estados Unidos e Canadá, sempre com muito sucesso.

Em 1925 une-se ao legendário grupo Ziegfeld Follies, onde conquista posição de destaque, e faz seu primeiro filme "The Street of Forgotten Men". Assina a seguir um contrato de 5 anos com a Paramount Pictures e em 1927 muda-se para Hollywood, onde participa de diversas produções.

Teve uma carreira breve em Hollywood, tendo participado de 24 filmes entre os anos 1925 e 1938. Sua imagem e atitudes permanecem, no entanto, como símbolos de uma época, e uma de suas características mais lembradas será sempre o corte de cabelo liso e curto, que lançou moda e tornou-se um ícone dos anos 20.

Foi, sem dúvida, uma atriz à frente de seu tempo. Dona de uma beleza incomum, também era dotada de uma personalidade fortíssima e uma determinação sem igual. Numa época em que a maioria dos atores e atrizes, para ter trabalho, tornavam-se submissos e eram explorados ao máximo, mal pagos, e frequentemente nem tinham seus nomes exibidos nos créditos dos filmes, o temperamento de Louise era por demais explosivo, e ela, ao não aceitar as normas vigentes na ainda jovem Hollywood, incomodou muito aos donos de estúdios.

Em 1928, após o produtor B.P.Schulberg lhe negar um aumento, Louise deixa a Paramount e embarca rumo à Alemanha a convite do diretor G.W.Pabst para filmar o filme que viria a ser o seu maior sucesso: "A Caixa de Pandora", onde ela interpreta Lulu, uma mulher sedutora, que hipnotiza e destrói todos os homens que se aproximam dela. Há quem diga que sua tumultuada vida amorosa teria lhe servido de inspiração para a personagem. De fato Louise teve muitos romances, sendo o mais famoso com Charles Chaplin.

Louise em "The Canary Murder Case" (1929)
No final desse ano, ela retorna à Hollywood e, já no início da era do cinema sonoro, ainda aborrecida com a Paramount, recusa uma oferta de US$10.000 para dublar seu personagem no filme "Canary Murder Case", produzido sem som e por isso ainda não lançado. Os produtores, furiosos com ela, espalharam o boato que Louise tinha uma voz horrível e por isso não poderia dublar o filme.

Num momento em que o cinema deixava de ser mudo e produções sonoras tomavam conta do mercado, a mentira teve um efeito fulminante na carreira de Louise, e fez com que ela fosse encostada em definitivo pelos produtores e esquecida pelo público.

Entre 1929 e 1938, participa de poucas produções na Europa e nos Estados Unidos. Em 1943, volta à Nova York, conseguindo trabalho na Rádio CBS. Nos anos seguintes, esquecida pelo cinema e pelo público, ganha seu sustento de várias formas, inclusive como vendedora da loja Sak's Fifth Avenue.

Em 1948, começa a escrever sua biografia, que ela mesma destrói ao terminar. Frustrada, ela teria justificado dizendo que "Ao escrever a história de uma vida, acho que o leitor não pode entender a personalidade e as ações de uma pessoa ao menos que sejam explicados os amores, ódios, e conflitos sexuais d essa pessoa. Não estou disposta a escrever a verdade sexual que tornaria minha vida digna de ser lida".

Apesar disso, daí para a frente dedica-se quase que exclusivamente à literatura, até que seu seu livro "Lulu in Hollywood" torna-se um best seller.

Em 1955, na exposição 60 Anos de Cinema realizada no Museu de Arte Moderna, em Paris, foi colocado na entrada do prédio, em grande destaque, um imenso pôster de Louise. Perguntado porque havia escolhido Louise para aquela posição de honra e não Greta Garbo ou Marlene Dietrich, atrizes bem mais populares na época, o diretor da Cinemateque Française, Henri Langlois, fez a declaração que se tornaria eterna: "Não existe Garbo. Não existe Dietrich. Existe apenas Louise Brooks".

Com poucos amigos, Louise teve uma vida reclusa, sofrendo por muitos anos de artrite deformante. Em 8 de agosto de 1985, em Nova York, Brooks foi encontrada morta vitimada por ataque cardíaco. Ela foi sepultada na cidade de Rochester.

Filmografia

1925 The Street of Forgotten
1926 The American Venus
1926 A Social Celebrity
1926 It's the Old Army Game
1926 The Show Off
1926 Just Another Blonde
1926 Love 'Em and Leave 'Em
1927 Evening Clothes
1927 Rolled Stockings
1927 Now We're in the Air
1927 The City Gone Wild
1928 A Girl in Every Port
1928 Beggars of Life
1929 The Canary Murder Case
1929 Pandora's Box
1929 Diary of a Lost Girl
1930 Prix de Beauté
1931 It Pays to Advertise
1931 God's Gift to Women
1931 Windy Riley Goes Hollywood
1936 Empty Saddles
1937 When You're in Love
1937 King of Gamblers
1938 Overland Stage Raiders

Fontes: Wikipédia; Girl Unity.
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