sábado, 12 de maio de 2012

O gênio da TV

Era uma vez um homem que queria ser da televisão. Até aí tudo normal, embora muito anormal também queira ser da televisão. O homem desta história não era anormal. Era — isto sim — burro, mas isto também é um fato corriqueiro. Não é preciso ser um Sherlock Holmes para saber que tem burro às pampas na televisão.

Mas — dizia aqui o filho de Dona Dulce — o homem queria ser da televisão, só que não seria tão fácil assim. Cantor — por exemplo. Ele podia entrar para a televisão para ser cantor...

Para isso precisava ser um pouco fanhoso, como o Miltinho ou o Jorge Veiga; dar berros magníficos, como o Jorge Goulart ou o Vicente Celestino; ser rouquinho ao máximo, como o Agostinho dos Santos ou a Rosana Toledo. E — acima de tudo — precisava ser afinado. O homem, entretanto, era mais desafinado que a cintura da Leny Eversong.

O homem não desistiria por tão pouco. Se não podia ser cantor, talvez arrumasse uma beirada na televisão como ator. Não tinha jeito, porém. Era de uma inibição para a arte de representar somente comparável com a inibição de certos deputados para a chamada arte da oratória (desses deputados que passam todo um mandato sem falar uma palavra... só comendo quietos).

Ora, quem tem inibição para representar, muito mais terá para ser animador, garoto-propaganda, mestre-de-cerimônias, entrevistador e outros rebolados que dão margem para muita gente ser da televisão. Vai daí, tudo isso não servia para o homem desta história. Partiu, então, para o setor técnico.

Não queria ser o engenheiro-eletricista da televisão, isto nunca. Ele sabia quais eram as suas limitações e de mais a mais, para ser engenheiro tem que se fazer um curso, passar nos exames, ganhar um diploma, etc. etc. O homem tentou os lugares técnicos menos ambiciosos e foi um desastre em todos eles.

Até como "câmera" penetrou pela tubulação. Um dia ia calmamente com a cara enfiada na câmera, passeando pelo estúdio, quando não reparou que o outro "câmera", obedecendo ordens vindas da "suite" que dirigia o programa, vinha em sentido contrário. E houve então o primeiro desastre de câmeras de que se tem memória na televisão.

O homem já estava desanimado de entrar para a televisão. Mas era persistente e acabou no departamento de propaganda. Justiça seja feita: foi de uma regularidade impressionante, durante toda a época em que esteve nesse setor. Durante um ano inteiro não conseguiu vender um minuto sequer de programação.

Graças aos seus conhecimentos, às cartas de recomendação, enfim, a essas marretas comuns no ambiente artístico, o homem foi trocando de setor e falhando em todos eles. Do departamento de propaganda passou para o de relações públicas, do departamento de relações públicas passou para o departamento de pessoal, daí para o de patrimônio... para encurtar conversa: já não tinha mais lugar para experimentar o homem na televisão. Ele era um fracasso em qualquer um.

Desistiu portanto da parte administrativa e retornou à artística. Foi ser diretor de programa. Entrava no estúdio, dava ordens, berrava com os contra-regras, abraçava as atrizes mais redondinhas, era complacente com os grandes artistas, durão com os fichinhas, enfim, tinha todo o jeito para diretor de programa. Só não sabia dirigir e seus programas saíam sempre piores do que o usual.

E — convenhamos — programas piores do que o usual também já é querer abusar da paciência dos telespectadores.

O homem suspirou, ao ser dispensado desta derradeira função, quando um parente de um amigo cuja tia ele... tá bom, deixa prá lá... já tinha desistido definitivamente, quando uma pessoa com a qual podia contar, foi encarregada de tomar conta de uma emissora de televisão. Essa pessoa chamou o homem e falou:

— Você vai ser o superintendente.

— Tudo isso? — estranhou o homem, engolindo em seco.

— Tudo isso o quê? Superintendente é o cargo de quem não sabe ocupar um cargo, sua besta. Você vai ter seu nome nos programas sem escrever nem dirigir os programas. Você vai supervisionar os cantores sem saber cantar; vai dirigir as orquestras sem saber uma nota de música. É o único lugar que lhe serve.

E, realmente, o homem que era uma negação para qualquer coisa dentro da televisão é um superintendente de cartaz. Ganha um dinheirão, está cercado de puxa-sacos e é considerado gênio. Eu não duvido nada que ainda venha a ser eleito "O Homem da Televisão", no fim do ano.

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Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto).
Fonte: GAROTO LINHA DURA - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1975
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Frescobol

Nascido no Rio de Janeiro no século 20, mais precisamente no bairro de Copacabana, o frescobol é um esporte tipicamente praiano, embora também possa ser jogado no campo ou em outras áreas livres. É uma maneira prazerosa de se exercitar, já que a atividade, realizada entre duas pessoas, enfatiza mais a parceria do que a competição.

Outra vantagem do frescobol é que ele é um dos esportes mais baratos que existem. Bastar ter um par de raquetes e uma bola de qualidade razoável e não precisa de roupa especial. O único cuidado é manter distância de banhistas e pedestres, para evitar que a bola atinja quem não está participando do jogo.

Tomando esses cuidados, o frescobol é um excelente meio de interação. E um meio poderoso de queimar calorias. São 600 eliminadas a cada hora de partida. É mais do que o mesmo tempo que você levará caminhando ou pedalando.

Além do gasto calórico, o frescobol ajuda a tornear os ombros, braços (bíceps e tríceps) e as pernas, especialmente os músculos da panturilha. Também tonifica o abdômen e promove uma melhora nas funções cardiovasculares. Aproveite a chegada do verão para experimentar.

Fonte: Bem Star
Texto: Yasmin Barcellos
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Dieta do estressado

Os pesquisadores ainda não conseguiram definir o que vem primeiro: o estresse ou os quilos extras. Mas os estudos científicos já concluíram que obesidade e tensão exagerada caminham juntas.

Os especialistas da Escola de Medicina de Harvard explicam que os hormônios mais abundantes nos estressados afetam diretamente o controle do peso dos mesmos.

Segundo o material publicado em fevereiro deste ano, em um curto espaço de tempo, o estresse reduz o apetite porque imediatamente libera uma substância chamada corticotropina. Mas, após algumas semanas – se a situação estressante permanece – este mesmo nutriente suprime a ação das glândulas adrenais, existentes acima dos rins, impulsionando a produção do cortisol, o hormônio que aumenta a fome.

Outra evidência é que o cortisol parece influenciar também nas preferências alimentares. A vontade por doces e gorduras aumenta, pois estes alimentos “abastecem” a produção hormonal, por isso o paladar parece pedir “as comidas reconfortantes”, como chocolate e massa.

Açúcares (presentes nos grãos refinados), por sua vez, elevam os níveis de insulina no corpo que, neste contexto, aumentam as taxas gordurosas no sangue, a barriga e os quilos em excesso.

Para piorar o quadro, alerta a médica da Associação Brasileira de Nutrologia, Maria Del Rosário, o estresse também gasta mais vitaminas do complexo B e a vitamina C. Os minerais – como zinco e magnésio – também são mas consumidos em condições estressantes. Os dois grupos de nutrientes são fundamentais para o controle da obesidade.

Mas a boa notícia é que justamente os produtos alimentícios mais ricos em vitaminas e minerais “roubados” pelo estresse, são os que aumentam a sensação de saciedade, não são tão calóricos, ampliam o bem-estar e ajudam quem quer emagrecer. Além de fazer uma lista com “a dieta do estressado”, a médica ainda oferece outras dicas para aumentar os benefícios com esta alimentação.

Veja as dicas para consumi-los

- Faça refeições pequenas e regulares baseadas em carboidratos, proteínas com baixo teor de gordura e muitas frutas, legumes e verduras. Isso ajuda seu corpo a lidar com as pressões físicas e mentais com sucesso;

- Coma devagar, sente-se e curta a refeição, mastigue a comida lentamente e não a engula às pressas;

- Escolha alimentos ricos em carboidratos não refinados, como massas, pães ou arroz integrais, que são metabolizados lentamente pelo organismo. Eles fornecem energia suficiente e contínua;

- Evite maus hábitos alimentares, como consumo excessivo de açúcar, sal e cafeína. O açúcar refinado libera energia mais rapidamente no corpo, desencadeando uma liberação abrupta de insulina que pode deixá-lo anestesiado. Esse estímulo inicial de energia é passageiro, pois logo os níveis caem mais que antes, resultando em letargia.

Fonte: iG São Paulo
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