segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dois amigos e um chato

Os dois estavam tomando um cafezinho no boteco da esquina, antes de partirem para as suas respectivas repartições. Um tinha um nome fácil: era o Zé. O outro tinha um nome desses de dar cãibra em língua de crioulo: era o Flaudemíglio.

Acabado o café o Zé perguntou: — Vais pra cidade?

— Vou — respondeu Flaudemíglio, acrescentando: — Mas vou pegar o 434, que vai pela Lapa. Eu tenho que entregar uma urinazinha de minha mulher no laboratório da Associação, que é ali na Mem de Sá.

Zé acendeu um cigarro e olhou para a fila do 474, que ia direto pro centro e, por isso, era a fila mais piruada. Tinha gente às pampas.

— Vens comigo? — quis saber Flaudemíglio.

— Não — disse o Zé: — Eu estou atrasado e vou pegar um direto ao centro.

— Então tá — concordou Flaudemíglio, olhando para a outra esquina e, vendo que já vinha o que passava pela Lapa: —Chi! Lá vem o meu... — e correu para o ponto de parada, fazendo sinal para o ônibus parar.

Foi aí que, segurando o guarda-chuva, um embrulho e mais o vidrinho da urinazinha (como ele carinhosamente chamava o material recolhido pela mulher na véspera para o exame de laboratório...), foi aí que o Flaudemíglio se atrapalhou e deixou cair algo no chão.

O motorista, com aquela delicadeza peculiar à classe, já ia botando o carro em movimento, não dando tempo ao passageiro para apanhar o que caíra. Flaudemíglio só teve tempo de berrar para o amigo: — Zé, caiu minha carteira de identidade. Apanha e me entrega logo mais.

O 434 seguiu e Zé atravessou a rua, para apanhar a carteira do outro. Já estava chegando perto quando um cidadão magrela e antipático e, ainda por cima, com sorriso de Juraci Magalhães, apanhou a carteira de Flaudemíglio.

— Por favor, cavalheiro, esta carteira é de um amigo meu — disse o Zé estendendo a mão.

Mas o que tinha sorriso de Juraci não entregou. Examinou a carteira e depois perguntou: — Como é o nome do seu amigo?

— Flaudemíglio — respondeu o Zé.

— Flaudemíglio de quê? — insistiu o chato.

Mas o Zé deu-lhe um safanão e tomou-lhe a carteira, dizendo: — Ora, seu cretino, quem acerta Flaudemíglio não precisa acertar mais nada!

Por: Stanislaw Ponte Preta
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O surpreendente Carnaval de Joaçaba

A escola Aliança conquistou o título de Campeã do Carnaval 2009 em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense com o enredo Minha Cultura, Sua Herança, Sou Negro, Sou Aliança!, assinado pelos carnavalescos Lola Heberle e Carlos Fett.

A disputa foi acirrada, mas sempre com a liderança da Aliança, que somou 399,3 pontos — meio ponto a mais que a segunda colocada Vale Samba (398,8). O título foi garantido no último quesito avaliado, Alegorias e Adereços.

A apuração dos votos ocorreu às 16h, na Avenida XV de Novembro, cenário das apresentações da Unidos do Herval, Aliança e Vale Samba nas noites de segunda-feira e sábado. Escolhi estas duas fotos que tirei, por considerá-las algumas das mais belas de tantas:

Aliança - Joaçaba/2009

Escola Aliança - Joaçaba-SC
Construí três álbuns, no meu Orkut, uma para cada escola que fotografei. São exatamente 223 fotos escolhidas. São álbuns públicos, para acessar clique em Joaçaba - Carnaval 2009 - Fotos. Unidos do Herval possuí 61 fotos, Aliança, 72, e a boa escola Vale Samba, 90 fotos. Um abraço!
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O surpreendente Carnaval de Joaçaba - II

Carnaval 2009 - Joaçaba-SC

A Unidos do Herval, segunda colocada no carnaval do ano passado, trouxe, desta vez, o enredo Papel do Papel, assinado por Alexandre Louzada, carnavalesco também da Beija-Flor. Mostrou a história do papel e a importância para a humanidade. Viajou pela pintura rupestre, escrita cuneiforme, papiros egípcios, palmeiras indianas, bambus chineses. Realmente, muita linda a apresentação dessa que foi a primeira escola a desfilar. Mais fotos no orkut em Joaçaba - Carnaval 2009 - Fotos

Unidos do Herval - Joaçaba-SC

Unidos do Herval - Joaçaba - SC
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